«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sábado, 3 de março de 2012

"Um chute no traseiro do Brasil", pede a Fifa

JAMIL CHADE
GENEBRA

Com chegada prevista ao País na próxima semana, Jèrome Valcke, da Fifa, bate pesado no governo e organizadores da Copa
Em uma explosão de irritação com o Brasil, o secretário-geral da Fifa, Jèrome Valcke [foto acima], denuncia a volta dos atrasos nas obras dos estádios, a falta de aeroportos, hotéis e até de leis para a realização da Copa do Mundo de 2014 no País. "As coisas simplesmente não estão funcionando no Brasil", declarou.

Para ele, os brasileiros estão mais preocupados em vencer o Mundial que em organizá-lo e chegou a sugerir que os organizadores levem um "chute no traseiro" para que se deem conta de que precisam trabalhar.


"Temos de dar um empurrão, um chute no traseiro e entregar a Copa e isso é que faremos", insistiu. Valcke viajará ao Brasil na semana que vem para pressionar o Comitê Organizador a tomar ações urgentes. "O grande problema que temos no Brasil é que quase nada avança", disse.


Valcke, em Londres, deixou claro que não está em debate a transferência da Copa para outro país, a apenas dois anos e meio do seu início. "Não há plano B", disse. Mas não disfarçava seu inconformismo diante do que a Fifa chama de caos. "Eu não entendo porque as coisas não avançam. Os estádios não estão mais dentro do cronograma e porque é que tantas coisas estão atrasadas?", se queixou.


"Em 2014 teremos uma Copa do Mundo. A preocupação é de que nada esteja sendo feito ou preparado para receber a quantidade de gente que quer ir ao Brasil", afirmou. "Lamento dizer, mas as coisas não estão funcionando no Brasil. Há debates sem fim sobre a lei geral da Copa. Teríamos de ter recebido esses documentos assinados em 2007 e estamos em 2012", atacou.


Faltam hotéis. Além do atraso nos estádios e na Lei Geral da Copa, Valcke alerta que várias cidades não tem hotéis suficientes para receber torcidas e teme pela situação dos aeroportos. "Não há hotéis suficientes em todas as partes." Para ele, Manaus é um exemplo de uma cidade que precisa de mais quartos e de transporte público. "A cidade é bonita, mas a forma de chegar ao estádio e o transporte precisam ser melhorados", criticou o secretário-geral da Fifa.


Todas as doze cidades sedes da Copa do Mundo receberão pelo menos quatro jogos. "Precisamos garantir que os torcedores e os jornalistas chegarão a todos esses locais", disse, lembrando que não está preocupado com o deslocamento das seleções que terão seus próprios jatos.


Para Valcke, o problema central é que o Brasil está mais preocupado em ganhar o Mundial que em organizá-lo. "O que é a Copa para o Brasil? Organizá-la ou vencê-la?" questionou. "Acho que é vencer a Copa", afirmou. "Não estou tão certo sobre organizar a Copa. Pense na África do Sul. Foi para organizá-la, não para vencê-la", completou. Valcke desembarca no Brasil na próxima semana para cobrar o governo e o Comitê Organizador Local (COL).


Fonte: ESTADÃO.COM.BR - Esportes - 03 de março de 2012 - 03h06 - Internet: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-chute-no-traseiro-do-brasil-pede-a-fifa--,843444,0.htm

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