«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

2º Domingo da Páscoa - Ano "B" - Homilia


Evangelho: João 20,19-31

José Antonio Pagola

"A incredulidade de S. Tomé" - tela de Caravaggio (italiano)
Percurso para a fé

Estando ausente Tomé, os discípulos de Jesus tiveram uma experiência inaudita. Quando o veem chegar, comunicam-lhe cheios de alegria: “Vimos o Senhor”. Tomé escuta-os com ceticismo. Por que acreditará em algo tão absurdo? Como podem dizer que viram Jesus cheio de vida, se morreu crucificado? Em todo o caso, será outro.
Os discípulos dizem-lhe que ele mostrou-lhes as feridas de suas mãos e de seu lado. Tomé não pode aceitar o testemunho de ninguém. Necessita comprová-lo pessoalmente: “Se não vejo nas suas mãos o sinal dos seus pregos... e não coloco a mão no seu lado, não o creio”. Só acreditará na sua própria experiência.


Este discípulo que resiste a acreditar de forma ingênua vai nos ensinar o percurso que temos de fazer para chegar à fé em Cristo ressuscitado, do qual nem sequer vimos o rosto, nem escutamos as suas palavras, nem sentimos os seus abraços.


Aos oito dias, apresenta-se de novo Jesus aos seus discípulos. Imediatamente dirige-se a Tomé. Não critica a sua maneira de pensar. As suas dúvidas não têm nada de ilegítimo ou escandaloso. A sua resistência em acreditar revela a sua honestidade. Jesus entende-o e vem ao seu encontro mostrando-lhe as suas feridas.


Jesus oferece-se para satisfazer as suas exigências: “Traz o teu dedo, aqui tens as minhas mãos. Traz a tua mão, aqui tens o meu lado”. Essas feridas, mais do que “provas” para verificar algo, não são “sinais” do seu amor entregue até há morte? Por isso Jesus convida-o a aprofundar para lá  de suas dúvidas: “Não sejas incrédulo, mas sim crente”.


Tomé renuncia a verificar. Já não sente necessidade de provas. Experimenta somente a presença do mestre que o ama, o atrai e o convida a confiar. Tomé, o discípulo que fez um percurso mais longo e laborioso do que os demais para encontrar-se com Jesus, chega mais longe também na profundidade da sua fé: “Meu Senhor e meu Deus”. Ninguém se confessou assim a Jesus.


Não devemos nos assustar ao sentir que brotam em nós dúvidas e interrogações. As dúvidas, vividas de forma sadia, salvam-nos de uma fé superficial que se contenta com repetir fórmulas, sem crescer em confiança e amor. As dúvidas nos estimulam a ir até o final na nossa confiança no Mistério de Deus encarnado em Jesus.


A fé cristã cresce em nós quando nos sentimos amados e atraídos por esse Deus cujo Rosto podemos vislumbrar no relato que os evangelhos nos fazem de Jesus. Então, o seu apelo a confiar tem em nós mais força do que as nossas próprias dúvidas. “Bem-aventurados os que creem sem ter visto”.


Tradução de: Pe. Telmo José Amaral de Figueiredo.


Fonte: MUSICALITURGICA.COM - Homilías de José A. Pagola - 13 de abril de 2012 - 19h28 - Internet: http://www.musicaliturgica.com/0000009a2106d5d04.php

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