«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

FMI pede mudanças na aposentadoria


DENISE CHRISPIM MARIN
CORRESPONDENTE / WASHINGTON

Com base em estudo, Fundo recomenda que os países ajustem a idade mínima às estatísticas mais recentes de longevidade da população

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ontem aos governos e setores privados adequar "urgentemente" as regras da aposentadoria às estatísticas mais recentes de longevidade da população. O descompasso, alertou o Fundo, elevará os custos da previdência pública e privada e, consequentemente, trará novas ameaças às contas fiscais dos governos e à estabilidade financeira mundial.


A mensagem vale tanto para países avançados como para os emergentes. A recomendação foi amparada no capítulo 4 do Relatório de Estabilidade Financeira Mundial, documento a ser divulgado na íntegra no encontro de primavera do FMI e do Banco Mundial, na próxima semana. O estudo ressaltou haver poucos governos atentos ao risco. Segundo o economista Erik Kopper, um dos autores do estudo, o critério adequado seria elevar a idade mínima de aposentadoria acompanhando o exato aumento da expectativa de vida.


A maioria dos países define a idade mínima para a aposentadoria com base em estatísticas ultrapassadas e, segundo o FMI, assume custos pelo menos 10% mais altos por isso. Nos EUA, onde a maior parte dos fundos de pensão se guia pela taxa de mortalidade de 1983, o erro pode representar um custo adicional de US$ 7 trilhões no futuro.


De acordo com o FMI, se as pessoas viverem três anos mais que a estimativa média de vida adotada para fins de aposentadoria, os gastos aumentariam 50% em países avançados, e 25% nos emergentes.


Laura Kodres - FMI
"Quanto mais se ignora essa questão, mais difícil será resolvê-la. O tempo para agir chegou", disse Laura Kodres, coordenadora do estudo do FMI, ao insistir na importância desse ajuste para a saúde das contas públicas e do sistema financeiro dos países. O estudo não considerou o caso específico do Brasil, onde o envelhecimento da população tem crescido significativamente.


O FMI chamou a atenção também para o desequilíbrio entre a oferta de ativos considerados seguros para os investidores e a demanda. A oferta baixa de ouro e, especialmente, de títulos de governos e de empresas classificados como grau de investimento, em relação à procura, traz risco para a estabilidade financeira mundial.


Os economistas não se mostraram confiantes nas iniciativas recentes de alguns bancos centrais, como o europeu, de prover amplos volumes de títulos seguros e líquidos em curto prazo. Essa política, diz o estudo, pode apenas esconder o problema do desequilíbrio entre oferta e demanda. Nas contas do FMI, existem hoje US$ 74,4 trilhões de ativos potencialmente seguros. Mas 16% desse volume pode evaporar por causa das altas taxas de juros prometidas atualmente pelos emissores de títulos.


Fonte: O Estado de S. Paulo - Economia - Quinta-feira, 12 de abril de 2012 - Internet: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fmi-pede-mudancas-na-aposentadoria-,859984,0.htm

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