«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O dia da vitória do amor


Enzo Bianchi
La Stampa
08.04.2012

Jesus anunciava um Deus cujo amor nunca deve ser merecido, um Deus que nos ama sempre e gratuitamente, um Deus que não castiga, mas perdoa aqueles que caem no mal, um Deus que pede reconciliação e amor recíproco entre as pessoas, um Deus que quer reconhecimento e culto como meios em vista do amor, porque ele mesmo é amor.

Nestes dias de Páscoa, surge com força a singularidade do cristianismo entre todas as religiões, mas também surge com força o que na fé cristã parece ser um "escândalo" e uma "loucura" para as pessoas religiosas e para aquelas que se consideram autossuficientes em seu pensar.


Deve-se reconhecer: as outras festas cristãs, com a sua aura poética, são vividas mais ou menos por todos, mas a Páscoa parece ser uma memória e uma festa irredutível para a mentalidade e o sentir comum.


O que os cristãos revivem? Acima de tudo, eles leem e releem uma história de paixão e de morte. A de Jesus de Nazaré, um homem que – dizem-nos aqueles que estiveram envolvidos na sua vida, que viveram e comeram com ele – passava pelas cidades e os vilarejos da terra de Israel fazendo o bem, cuidando, curando, consolando todos os que ele encontrava.


Jesus também falava de um Deus que parecia ser "outro" para os homens religiosos do seu tempo, tornava "evangelho", boa notícia, aquele Deus ao qual os homens haviam acabado por dar imagens perversas, projetando nelas os seus desejos mundanos. Ele anunciava um Deus cujo amor nunca deve ser merecido, um Deus que nos ama sempre e gratuitamente, um Deus que não castiga, mas perdoa aqueles que caem no mal, um Deus que pede reconciliação e amor recíproco entre as pessoas, um Deus que quer reconhecimento e culto como meios em visto do amor, porque ele mesmo é amor.


Jesus, além disso, tinha palavras duríssimas para os detentores do poder religioso, sacerdotes e doutores da lei, porque eles se isentavam dos pesos que faziam os outros carregar, porque procuravam parecer exemplares sem jamais tentar sê-lo realmente. Jesus era incômodo, e por isso teve inimigos, caluniadores que o chamavam de falso profeta e de endemoninhado.


Esses inimigos conseguiram, mediante um processo-farsa ilegal, condená-lo como blasfemador de Deus e convenceram o poder político de que Jesus também era um perigo para a autoridade de César. E assim o poder religioso e o político, concordes entre si, o condenaram à morte na cruz, sentença executada no dia 7 de abril do ano 30 da nossa era.


Naquele dia, Jesus na cruz parecia um amaldiçoado por Deus e pelos homens para os fiéis judeus, como um homem nocivo para o império aos olhos dos romanos: nu, na vergonha, morreu sem se defender, sem responder à violência, amando e perdoando "até o fim", como tinha vivido.

Tradução de Moisés Sbardelotto.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos - Notícias - Terça-feira, 10 de abril de 2012 - Internet: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508311-o-dia-da-vitoria-do-amor-artigo-de-enzo-bianchi

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