«Quem em uma situação como esta, de injustiça social e repressão criminal, escolher o caminho da passividade e erguer a bandeira hipócrita da imparcialidade política torna-se cúmplice do mal.»

(Silvio José Báez – bispo-auxiliar de Manágua, Nicarágua, clamando contra a violência e repressão do governo de Daniel Ortega)

Quem sou eu

Jales, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Igreja do Oriente: desafio para o Cristianismo do futuro


Vaticano Insider
18/09/2012
Um clérigo xiita libanês saúda o Papa Bento XVI,
durante uma cerimônia na catedral de St. Paul, em Harissa, Líbano
Se o tema é Médio Oriente dos cristãos, é lógico que a palavra migrações lembra imediatamente o drama das centenas de milhares de árabes que, por causa das discriminações enfrentadas pela fé em Jesus, nestes últimos anos, foram obrigados a buscar um futuro, longe de sua terra.

Mas esta, na realidade é só uma face da moeda. Porque é preciso destacar também que há cristãos que hoje chegam ao Médio Oriente vindos dos Países do Extremo Oriente: também o deles é um número com vários zeros. E também eles, hoje, estão diante de problemas extremamente graves. É o que lembra o próprio Papa na Carta apostólica Ecclesia in Medio Oriente; um documento, em que Bento XVI fez uma escolha interessante: a de colocar em comunicação entre si os dois fenômenos. Talvez também neste caso não exista País melhor do que o Líbano para mostrar como a aproximação não foi por acaso. Porque é verdade: de Beirute, nos últimos anos, tantos jovens cristãos tomaram o rumo do Ocidente. Mas o País dos Cedros é também uma realidade em que vivem um milhão de trabalhadores estrangeiros: babás, garçons, jardineiros, motoristas. Entre eles há muitos católicos vindos da Ásia e da África.

O mesmo, depois, acontece, em Israel, onde já – por exemplo – entre os fiéis de rito latino os filipinos, os indianos ou os sudaneses, somados, são mais numerosos dos árabes. Para não falar depois da Arábia Saudita e dos Países do Golfo Pérsico, onde estes cristãos vindos de longe (mas não só temporariamente e numa condição muito precária) são já vários milhões. «Estas populações formadas por homens e mulheres, muitas vezes sozinhos ou por inteiras famílias, enfrentam uma dupla precariedade – escreve Bento na Ecclesia in Medio Oriente -. São estrangeiros no País onde trabalham e experimentam, muitas vezes, situações de discriminação e de injustiça».

E acrescenta logo em seguida que «o estrangeiro é objeto da atenção de Deus e merece, portanto, respeito. A sua acolhida será considerada no Juízo final». São palavras fortes dirigidas em primeiro lugar aos governantes. Mas interessam também as mesmas comunidades cristãs. Porque nem sempre – em seu interior – as relações com os recém-chegados são fáceis: a situação mais normal, no Médio Oriente, é a de grupos que vivem uma vida paralela também na mesma paróquia. Ao contrário o Papa diz aos fiéis árabes: a acolhida do estrangeiro é também tarefa vossa, porque estas pessoas fizeram «uma escolha também lacerante como aquela feita pelos cristãos médio-orientais que migram». E não podem, portanto, ser olhados como algo estranho em relação ao próprio contexto.

De fato, Bento propõe o Médio Oriente como um laboratório de uma Igreja em que – por causa da globalização – a universalidade não pode mais ser só uma ideia abstrata: «Dirijo-me ao conjunto dos fiéis católicos da região – são as palavras conclusivas do § 35 da exortação apostólica -, os naturais e os novos chegados, cuja proporção se aproximou nestes últimos anos, porque para Deus não existe que um só povo, e para os crentes uma só fé! Buscai viver respeitosamente unidos e em comunhão fraterna uns com os outros, no amor e na estima recíprocos, para testemunhar de maneira crível vossa fé na morte e na ressurreição de Cristo». Para a Papa, portanto, está também em jogo em relação aos «recém-chegados» a possibilidade que o Médio Oriente vire realmente página.

Fonte: domtotal.com - Notícias/Religião - 18 de setembro de 2012 - Internet: http://domtotal.com/noticias/505364

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.