«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Filme "A Grande Aposta" faz alerta ao público

Mariane Morisawa
Nova York

Filme de Adam McKay usa comédia e astros para explicar a
crise econômica e avisar sobre fato que afeta a todos 
CARTAZ DO FILME "A GRANDE APOSTA" E OS ATORES PRINCIPAIS

Quase ninguém entende o que aconteceu exatamente na quebra do mercado imobiliário americano em 2008, que contribuiu fundamentalmente para a crise econômica da qual o mundo ainda tenta se recuperar. Pois o cineasta Adam McKay se propõe a explicar o árido assunto em A Grande Aposta, que concorreu a quatro Globos de Ouro e estreia nesta quinta, 14 de janeiro, no Brasil.

McKay, diretor de comédias escrachadas como O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy, é uma escolha inusitada da Plan B, a produtora de Brad Pitt e Dede Gardner, para adaptar o livro A Jogada do Século – The Big Short, do jornalista Michael Lewis (autor de Moneyball – O Homem Que Mudou o Jogo, estrelado pelo próprio Pitt). Mas, assistindo ao filme, faz todo o sentido: o tom é educativo, sim, mas não pesado. Pelo contrário, trata-se de uma comédia. McKay recorre a Selena Gomez e Margot Robbie para explicar termos complicados em divertidas participações. Nem todo mundo vai sair um expert em “CDOs sintéticas”, mas pelo menos vai ter uma ideia do que aconteceu.

A produção foca em algumas das poucas pessoas que sabiam que a quebra estava para acontecer. Steve Carell é Mark Baum, diretor da empresa FrontPoint, subsidiária da gigante Morgan Stanley. “Eu conversei com ele, que ainda carrega a tragédia”, disse o ator, em entrevista ao O Estado de S. Paulo em Nova York. “Mark ficou dividido entre o dinheiro que ia ganhar por saber o que sabia e sua vontade de ir atrás dos bancos responsáveis. Há um dilema moral, porque seu sucesso é o fracasso de todo o mundo. 
ATOR STEVE CARELL QUE INTERPRETA MARK BAUM

De peruca e bronzeado artificial, Ryan Gosling interpreta o oportunista Jared Vennett, do Deutsche Bank, que vê na bolha imobiliária prestes a explodir uma chance de bons negócios. “Não queríamos que esse mundo e esses personagens fossem sexy”, explicou Gosling sobre seu visual. “E, sim, que fosse mais humano, com pouco daquela Wall Street impenetrável e sem rosto. São pessoas com vidas, tentando tomar decisões num segundo, deixando-se levar pelas tendências do momento.”

Christian Bale vive o dr. Michael Burry, um neurologista que virou agente financeiro, Brad Pitt é Ben Rickert, que tinha abandonado a profissão de banqueiro até ser procurado pelos jovens Charlie Geller (John Magaro) e Jamie Shipley (Finn Wittrock). Jeremy Strong, que faz Vinnie Daniel, um dos analistas da empresa de Mark Baum, acha que os personagens reais que estão no filme ficaram abalados pelo que aconteceu. “Todos acreditavam em mercados livres e responsáveis. Quando começaram a ver a extensão do comportamento pernicioso e irresponsável, ficaram desiludidos primeiro e depois tristes. Os pilares de seu mundo estavam desmoronando. Eles ganharam dinheiro, mas perderam algo mais fundamental.” Para o ator, é hora de os americanos [e os brasileiros também, claro!] pararem de se distrair com outras coisas, como a cultura pop e o culto às celebridades. “Enquanto isso, coisas sérias estão acontecendo sob nossos narizes.”

Steve Carell torce para que A Grande Aposta tenha algum efeito. “Espero que, ao fim, as pessoas conversem sobre o tema. Que inicie uma discussão sobre o que aconteceu e potencialmente pode se repetir”, afirmou. “Sou só um ator, não tenho ideia do que pode acontecer. Mas Michael Lewis disse que é uma questão de comportamento. E que, desde que isso aconteceu, o comportamento não mudou.”
A Grande Aposta pode ser só um filme, mas tem a vontade de abrir os olhos dos seus espectadores sobre algo que afeta a todos.

Assista ao trailer deste filme, legendado em português, clicando sobre a imagem:


 Fonte: O Estado de S. Paulo – Caderno 2 / Cultura-Cinema – Sexta-feira, 15 de janeiro de 2016 – Pg. C5 – Internet: clique aqui.

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