«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A população sabe o que quer

Editorial

Entre as prioridades estão: melhoria do serviço de saúde,
combate à inflação que corrói o salário do trabalhador e
geração de empregos
A MELHORIA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE
é um grito e reivindicação do povo brasileiro desde as Manifestações de Junho de 2013.
Parece que os governos não estão atentos e levando isso a sério!!!

Diante da crise, o governo federal não sabe o que fazer. Faz que vai para um lado, logo depois aponta para o oposto. Está simplesmente perdido. A população, no entanto, sabe bem quais são os problemas a serem enfrentados e as ações prioritárias para 2016, conforme mostra recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para os brasileiros, a corrupção é o principal problema do País e as prioridades são:
* melhoria da saúde,
* combate à inflação e
* geração de empregos.

O governo da presidente Dilma Rousseff não deveria desprezar esses dados.

[Os PRINCIPAIS PROBLEMAS do Brasil na visão do povo:]

1º. Corrupção: segundo 65% dos entrevistados

Realizada em dezembro de 2015, em 143 municípios, a pesquisa indica a percepção da população a respeito dos problemas e prioridades nacionais. Para 65% dos entrevistados, a CORRUPÇÃO é um problema extremamente grave. Na sondagem do ano anterior, ela estava na terceira posição entre os principais problemas nacionais. Os dados revelam ainda que, quanto maior a renda familiar, maior a preocupação com a corrupção.

2º. Drogas: segundo 61% dos entrevistados

As DROGAS estão na segunda posição entre os principais problemas, com 61% dos entrevistados classificando-as como um problema extremamente grave. A pesquisa indica um dado poucas vezes notado – o combate às drogas é percebido como mais importante quanto menor a renda familiar do entrevistado. Isso talvez mostre que essa camada da população sente de forma mais direta os riscos e malefícios do tráfico de entorpecentes.

3º. Violência: segundo 57% dos entrevistados

Em terceiro lugar vem a VIOLÊNCIA, com 57% de indicações entre os entrevistados.

4º. Lentidão da Justiça e Impunidade: segundo 51% dos entrevistados

Na quarta posição está a preocupação com a LENTIDÃO DA JUSTIÇA E A IMPUNIDADE, problema que, em comparação com a pesquisa anterior, recebeu agora mais 4 pontos porcentuais. Foram 51% dos entrevistados que avaliaram como extremamente grave esse problema. 
EM JANEIRO DE 2016 OS ALIMENTOS SUBIRAM EM MÉDIA 2,28%,
NO ACUMULADO DOS ÚLTIMOS 12 MESES, A ALIMENTAÇÃO FICOU 12,9%
EM MÉDIA MAIS CARA NO BRASIL.
Não nos esqueçamos que são os mais pobres que gastam mais de seu salário com a alimentação!

[As PRIORIDADES para o Brasil na visão do povo:]

1ª. Melhoria dos serviços de saúde: segundo 36% dos entrevistados

Entre as prioridades para 2016, mantém-se em primeiro lugar a MELHORIA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE, recebendo 36% de indicações. Tal dado retrata a realidade da saúde pública brasileira, que tanto deixa a desejar e tanta preocupação suscita.

2ª. Controlar a inflação: segundo 31% dos entrevistados

As outras prioridades reveladas pela pesquisa relacionam-se diretamente com a atual crise. CONTROLAR A INFLAÇÃO ocupa a segunda posição entre as prioridades nacionais, com 31% de indicações. Trata-se de um recado muito claro para o governo federal, com seu histórico de conivência com o desgaste da moeda. A população vê que o problema está aí e exige ação.

3ª. Geração de empregos: segundo 26% dos entrevistados

A crise também se fez notar pelos 26% dos entrevistados indicando a geração de empregos como ação prioritária. Tal preocupação é ainda maior entre os entrevistados de baixa renda e aqueles que têm entre 25 e 34 anos. 
MAIS DE 1,5 MILHÃO DE TRABALHADORES PERDERAM SEU EMPREGO EM 2015

Outras prioridades apontadas:

A pesquisa revela que o MEIO AMBIENTE aparece na lista dos dez principais problemas apenas para os entrevistados com educação superior. Também a preocupação com a QUALIDADE DA EDUCAÇÃO é mais relevante quanto maior o grau de instrução do entrevistado. Entre os entrevistados com educação superior, a melhoria da educação é a principal prioridade do País. A CNI indica, no entanto, que esse tema cai para a oitava posição entre os que não têm o ensino médio completo.

Entre as prioridades nacionais, a redução de impostos está empatada com o combate à violência e à criminalidade, com 22% de indicações. A preocupação com o tema da VIOLÊNCIA é maior entre os entrevistados mais velhos.

A CNI destaca também o crescimento da preocupação com a realização da REFORMA POLÍTICA. Ainda que não esteja entre as dez primeiras prioridades, houve um aumento de 5% para 13% das indicações nessa edição da pesquisa.

Quando se compara com o ano anterior, o aumento do salário mínimo perdeu posições entre as prioridades nacionais, revelando uma consciência bastante realista do brasileiro em relação à atual situação nacional. Sabe o que quer e sabe o que pode almejar no atual momento. Sem dúvida, uma boa lição para quem está à frente da Nação e não tem a mínima ideia do que buscar com seu governo.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Notas e Informações – Sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 – Pág. A3 – Internet: clique aqui.

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