«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Francisco pede aos jovens para não serem mercenários do tráfico de drogas

Rocío Lancho García

Exorta-lhes a não se acharem superiores porque usam roupas,
moda, carro ou dinheiro e os convida,
quando tudo parecer pesado, a não soltar a mão de Jesus
PAPA FRANCISCO
Encontra com jovens vindos de todo o México no Estádio "José María Morelos y Pavón" - MORELIA (MÉXICO)
Terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Milhares de jovens de todo o México deram as boas vindas, com uma grande festa, ao santo padre Francisco, com cantos e danças tradicionais, e também com tempo para a oração. O entusiasmo e a alegria próprios da juventude acompanhou todo o evento celebrado no Estádio José María Morelos e Pavón em MORELIA, onde o Papa, depois de escutar os testemunhos de quatro jovens, pronunciou o seu discurso, focado em três ideias:
1ª. a riqueza que Deus lhes deu,
2ª. a esperança que são e
3ª. a dignidade que nunca devem perder.

Os jovens transmitiram com as suas palavras como é:
* “a família que queremos”,
* “a paz que desejamos”,
* “o compromisso que assumimos e
* “a esperança que precisamos”.

Dessa forma destacaram que aos jovens mexicanos sofrem “profundamente tantas realidades que hoje afetam as nossas famílias”. E assim, destacaram que vivem realidades que são verdadeiramente encruzilhadas: má educação sexual, influência negativa da mídia, profunda carência afetiva, medo do compromisso com a outra pessoa. Sobre a tão desejada paz, garantiu que tentam que a sociedade “aproveite o potencial que temos na mente, no coração e nas nossas mãos para criar uma cultura da igualdade e do respeito”. Mas também, advertiram que alguns jovens são tomados “pelo desespero e nos deixamos levar pela avareza, a corrupção e as promessas de uma vida intensa e fácil, mas à margem da legalidade”. E assim, aumentam entre eles as vítimas “do tráfico de drogas, da violência, dos vícios e da exploração das pessoas. Muitas famílias – garantiram – somente conseguiram chorar a perda dos seus filhos, porque a impunidade deu asas para aqueles que sequestram, enganam e matam.

A cada dia – explicaram os jovens – cresce a sensação de desconforto pelo momento que estamos vivendo no México, mas, também, é urgente que entendamos que grande parte da solução está em nossas mãos. E, por isso, se comprometeram:
* a vencer a tibieza [falta de entusiasmo] e
* os conformismos,
* a vencer os medos que acovardam e impedem enfrentar a vida, e
* a pensar além das circunstâncias individuais.

Finalmente, estes jovens disseram que sabem que “são esperança para um futuro melhor” e sabem que podem encontrar a esperança em Cristo Jesus.

O Papa destacou, como já fez no seu primeiro discurso no México, que um dos maiores tesouros desta terra mexicana são os seus jovens. E não falou só de esperança, mas de “riqueza”. No entanto, explicou que não é possível viver a esperança, sentir o amanhã, “se, primeiro, não se consegue valorizar-se, se não se consegue sentir que a sua vida, suas mãos, sua história valem a pena”. A principal ameaça à esperança – advertiu – são os discursos que desvalorizam, que fazem sentir-se de segunda. E continuou o Papa: “a principal ameaça à esperança é quando se sente que ninguém se importa ou que se foi deixado de lado. A principal ameaça à esperança é quando se sente que dá no mesmo que se esteja ou não se esteja. Isso mata, isso nos aniquila e é porta de entrada de muita dor”. 
PAPA FRANCISCO
Acolhe uma jovem durante o encontro pleno de entusiasmo por parte dos jovens e do Papa!

O Pontífice acrescentou: “A principal ameaça à esperança é fazer você acreditar que a pessoa começa a ser valiosa quando se disfarça com roupas, marcas do último grito da moda, ou quando se tem prestígio, ou que se é importante por ter dinheiro, mas, no fundo, o coração não crê que seja digno de carinho, digno de amor. A principal ameaça é quando se sente que precisa ter grana para comprar tudo, até o carinho dos demais. A principal ameaça é crer que por ter um grande carro se é feliz”.

O Papa disse que entende que é difícil sentir a riqueza “quando nos vemos expostos constantemente à perda de amigos ou de familiares pelas mãos do tráfico, das drogas, das organizações criminosas que semeiam o terror”. Quando “não se têm oportunidades de trabalho digno, possibilidades de estudo e capacitação”, quando “não se sentem reconhecidos nos direitos e terminam empurrando-os a situações extremas” quando “são usados ​​para fins egoístas, seduzindo-os com promessas que, no fim das contas não são tais.

O Papa está convencido de que eles são a riqueza, porque, como eles, ele acredita em Jesus Cristo. E “é Ele que continuamente renova a esperança em mim, é Ele que renova constantemente o meu olhar”, disse.

Francisco exclamou aos jovens: “É mentira que a única maneira de viver, de poder ser jovem é deixando a vida nas mãos do tráfico ou de todos aqueles que o único que estão fazendo é semear destruição e morte”. Porque é Jesus Cristo – garantiu – quem desmente todas as tentativas de fazê-los inúteis, ou meros mercenários de ambições alheias.

Por isso o Papa lhes deu um conselho: “Quando tudo parecer pesado, quando parecer que o mundo nos cai em cima, abracem a sua cruz, abracem-No e, por favor, nunca se larguem a sua mão, por favor, nunca se afastem Dele”. E pediu-lhes que não se deixem desvalorizar, não se deixem tratar como mercadoria.

Com amor e com clareza recordou-lhes: “Jesus nunca nos convidaria a ser assassinos, mas nos chama a ser discípulos”. E concluiu: “Ele nunca nos enviaria à morte, mas tudo Nele é convite à vida”.

Em seguida, os jovens presentearam o Santo Padre com uma canção que “sabemos que ele gosta”. E assim, o Papa Francisco e um vibrante Estádio entoaram “Vive Jesus o Senhor”.

Leia a íntegra do discurso de Papa Francisco aos jovens,
clicando aqui.

Fonte: ZENIT.ORG – Quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 – Internet: clique aqui.

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