«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

“O cristianismo é uma religião do fazer. Do contrário, é fingimento”

Salvatore Cernuzio

O papa desmascara os que se dizem cristãos, mas não têm tempo para
brincar com os filhos ou abandonam os pais em asilos de idosos:
a deles é uma religião “do dizer”, como a dos fariseus
PAPA FRANCISCO
Preside a Santa Missa na Capela da Casa "Santa Marta" no Vaticano
Terça-feira da 2ª Semana da Quaresma

Entre o DIZER e o FAZER existe um abismo que põe em risco toda a validade da religião cristã. E o papa Francisco o abordou na missa da manhã de terça-feira (23/fevereiro), em Santa Marta, desmascarando quem esconde o rosto de Deus que deveria se refletir em cada cristão.

Deus “é concreto”; muitos cristãos não, diz o papa: são “cristãos de mentira”, que praticam uma “religião do dizer”, feita de hipocrisia e de vaidade. Comentando a liturgia do dia, o papa destacou a passagem do profeta Isaías (1,10.16-20), que se entrelaça com a do Evangelho de Mateus, para explicar mais uma vez a “dialética evangélica entre o dizer e o fazer”.

O Santo Padre foca nas palavras de Jesus, que, aos discípulos e à multidão que o seguia, exortou a observar os ensinamentos dos escribas e fariseus, mas a não imitar o seu comportamento embebido em hipocrisia. “O Senhor nos indica o caminho do fazer”, diz Bergoglio. Quantas vezes encontramos pessoas, na igreja, que dizem: “Ah, eu sou tão católico!” – mas, depois, o que eles fazem?

E tantos “pais que se dizem católicos, mas nunca têm tempo para conversar com seus filhos, brincar com seus filhos, ouvir os seus filhos”! Talvez, eles sejam os mesmos que “mantêm seus pais em asilos, mas estão sempre ocupados demais, nunca podem visitá-los e os deixam abandonados”. Mesmo assim, lá estão eles exclamando: “Eu sou muito católico! Eu pertenço à associação tal…”.

O papa prossegue: “Esta é a religião do dizer: eu digo que sou assim, mas o que faço é mundanismo”. Uma religião que, basicamente, “é uma fraude”, porque é a religião do “dizer e não fazer”. Fazer o quê? Fazer o que diz o profeta Isaías, explica Francisco: “Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem… Socorrei os oprimidos, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” (Is 1,16c-17).

Fazer, em suma, todas as ações que mostram a misericórdia do Senhor, que “vai ao encontro daqueles que se atrevem a discutir com Ele, mas a discutir sobre a verdade, sobre as coisas que faço ou deixo de fazer, para me corrigir”. E, “nesta dialética entre as palavras e as ações, está o grande amor do Senhor”.

Ser cristão “significa fazer”: “fazer a vontade de Deus”. “No último dia, porque todos nós vamos ter um, o que o Senhor nos perguntará? Ele vai nos perguntar: ‘O que disseste sobre mim?’. Não! Ele vai nos perguntar o que fizemos!”, lembra o papa.

E cita o Evangelho de Mateus, que, ao falar do juízo final, avisa que Deus nos pedirá contas do que tivermos feito pelos que têm fome, sede, pelos encarcerados, pelos estrangeiros. “Esta é a vida cristã”, insiste o papa. “Por outro lado, só dizer nos leva à vaidade, a fingir que somos cristãos. Mas não: não se é cristão desse jeito”.

O papa espera “que nosso Senhor nos dê a sabedoria de entender onde está a diferença entre dizer e fazer; que Ele nos ensine a fazer e nos ajude a seguir por essa estrada, porque a estrada do dizer nos leva para onde estavam aqueles doutores da lei, aqueles clérigos que gostavam de se vestir como se fossem majestades”.

“E esta não é a realidade do Evangelho! Que nosso Senhor nos ensine essa estrada”.

Fonte: ZENIT.ORG – Roma, 23 de fevereiro de 2016 – Internet: clique aqui.

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