«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Pesquisa acaba com três mitos sobre a juventude e a escola

Marcelle Souza
Getty Images 
A pesquisa "Juventudes na escola, sentidos e buscas: Por que frequentam?" acaba com três mitos comuns sobre os jovens e a escola, que envolvem o gosto do aluno pelo estudo, a sua relação com o professor e a estrutura física que eles julgam ideal.

"A escola é uma lista de cosias que não pode, que não são discutidas. A escola parece feita para os adultos, que são os diretores e os professores, mas na verdade ela é feita para os estudantes, eles que têm que aprender", conclui a coordenadora do estudo, a socióloga Miriam Abramovay.

O estudo, realizado com o apoio da Flacso-Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) e do MEC (Ministério da Educação), tinha o objetivo de conhecer a escola a partir dos jovens. Mais 8 mil estudantes na faixa de 15 a 29 anos foram ouvidos.

Abaixo listamos três resultados importantes, que mostram um pouco como os adolescentes enxergam e o que desejam da escola.

1º mito: Eles não querem estudar

Querem sim, aponta o estudo. E, de acordo com a pesquisadora, eles querem até passar mais tempo... na escola!

"Eles acham que vão aprender mais na escola integral, que se estiverem mais tempo na escola vão ter mais capital cultural e mais acesso ao mercado de trabalho", diz.

A grande motivação para que os jovens estudem é a perspectiva de futuro: 37% dizem que frequentam a escola para ter uma vida melhor e 32,3% para conseguir um emprego melhor. "Eles estão muito preocupados com o futuro, sabem que um meio de alcançar os seus sonhos é continuar estudando", afirma Abramovay.

No entanto, nem todos conseguem se manter nas salas de aula. O levantamento aponta que 20% declararam já ter deixado a escola pelo menos uma vez. Entre os principais motivos para o abandono estão: a necessidade de trabalhar (28%), a família (20,6%) e a gravidez (11,1%).
 Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
2º mito: Alunos não valorizam o professor

O professor aparece como o grande "responsável" pela permanência do estudante na escola, mas não é qualquer profissional, é aquele que saiba ensinar e responde as dúvidas do aluno. Ele pode até ser exigente.

"Ao contrário do que se diz, que o professor não é reconhecido, essa pesquisa mostra que existe uma super valorização do professor. E não é no sentido de ser amigo do aluno, mas que saiba escutá-lo, que saiba ensinar", afirma a pesquisadora.

A pesquisa mostra que, quando os jovens têm um bom professor, eles passam a gostar da disciplina, mesmo que sejam as aparentemente mais "temidas", como física, matemática, química. "Os alunos parecem gostar das mais variadas disciplinas e não daquelas consideradas mais fáceis, como se afirma no senso comum", diz um trecho do relatório, que atribui o fato à atitude do professor em sala.

Segundo o estudo, 23,3% dos jovens não deixam a sala de aula porque têm "aulas legais"; outros 10% porque o ensino está relacionado com o seu cotidiano (ou seja, é um conteúdo que faz sentido e tem alguma aplicação para quem está aprendendo).
Gabo Morales/Folhapress 
3º mito: A escola ideal é a que tem sala de aula tecnológica

Se você acha que a sala de aula ideal para os jovens é aquela com quadro digital e laboratório 3D, pode repensar essa ideia. Bem antes de inovações tecnológicas, os alunos querem uma infraestrutura que deveria ser a básica.

"Eles falam de coisas muito concretas [quando questionados qual seria a escola ideal], como ter quadro, mesas, cadeiras, uma quadra de esporte. Eles querem que tenha computador na escola e que possam usar, já que muito diretor tranca a sala e isso a gente sabe que é outro drama. Eles falam muito de necessidades mais básicas", afirma Abramovay.

De acordo com a pesquisa, 33,1% disseram que a escola tem internet e 28,7% que a instituição tem computador, mas que não podem usar os equipamentos.

Fonte: UOL Educação – 15/02/2016 – 05h00 – Internet: clique aqui.

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