«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 4 de março de 2016

16 milhões de meninas de 6 a 11 anos nunca irão à escola

Mariana Tokarnia

As meninas são as primeiras a ter negado o direito à educação. A desigualdade segue principalmente nos Estados Árabes, na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental.
Menina da África Subsaariana: estudar para ela será uma excessão, algo raro!

Quase 16 milhões de meninas entre 6 e 11 anos nunca irão à escola, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O número é duas vezes maior que o de meninos. Entre eles, no mundo, 8 milhões nunca frequentarão as salas de aula.

Os números estão no Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação, disponível na internet, divulgado pela Unesco em razão do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

De acordo com a Unesco, as meninas são as primeiras a ter negado o direito à educação. A desigualdade segue principalmente nos Estados Árabes, na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental. Na África Subsaariana, 9,5 milhões de meninas nunca entrarão em uma sala de aula. No caso dos meninos, serão 5 milhões.

Na Ásia, 80% das meninas que estão atualmente fora da escola nunca receberão educação formal, o que equivale a 4 milhões. Entre os meninos, menos de 1 milhão nunca receberá educação formal, o que equivale a 16% daqueles que estão hoje fora da escola.

Em relação aos Estados Árabes, a Unesco diz que as meninas são a maioria das milhões de crianças fora da escola, mas não é possível precisar quantas, devido aos conflitos na região, que dificultam a elaboração de estatísticas exatas.

O Brasil aparece no Atlas como um país sem dados estatísticos específicos sobre gênero na educação básica.

As informações são do Instituto de Estatística da Unesco. Anualmente o instituto faz um levantamento do número de crianças fora da escola e calcula as probabilidades futuras de terem acesso às salas de aula, caso as circunstâncias atuais sejam mantidas. As projeções podem variar ano a ano.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Eliminar as desigualdades de gênero no acesso à escola é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser cumpridos até 2030. Atualmente, uma em cada oito crianças entre 6 e 15 anos está fora da escola e as meninas são as primeiras a serem excluídas. Mais de 63 milhões de meninas no mundo inteiro não recebem educação formal.

"Nunca alcançaremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se não conseguirmos vencer a discriminação e a pobreza que paralisam a vida das meninas e das mulheres de geração a geração", diz a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em nota divulgada na quarta-feira, 2 de março. "Devemos trabalhar em todos os níveis, desde a base social até os dirigentes mundiais, para fazer da equidade e integração os eixos de toda política, de forma que todas as meninas, sejam quais forem as suas circunstâncias, vão à escola, prossigam os estudos e cheguem a ser cidadãs emancipadas".

Os ODS são uma agenda global que tem a finalidade de promover o desenvolvimento social, a proteção ambiental e a prosperidade econômica em todo o mundo. Os objetivos começaram a valer este ano. Ao todo, são 17 objetivos e 169 metas que foram acordados pelos países-membros em setembro de 2015, em Nova York, na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: EBC – Agência Brasil – Quinta-feira, 3 de março de 2016 – 06h40 – Internet: clique aqui.

Garota afegã passou 5 anos se vestindo
de menino para poder estudar

Shabana Basij-Rasikh agora é professora e luta pelo
direito das mulheres à educação 
SHABANA BASIJ-RASIKH
Um exemplo de luta e determinação para estudar!

O que você faria pelo direito de estudar? Com apenas 6 anos de idade, a afegã Shabana Basij-Rasikh teve uma ideia brilhante, mas muito arriscada, para driblar a lei Talibã, que impedia meninas e mulheres de frequentarem a escola: Shabana se vestiu de menino.

Durante 5 anos, a estudante se disfarçou de garoto para poder participar das aulas em uma escola secreta do Afeganistão. Hoje, 14 anos depois da aventura que mudou sua vida, a jovem trabalha em um colégio interno para garotas e tem como meta formar uma nova geração de líderes e profissionais, que poderão ajudar a criar um país mais forte, após anos intensos de guerra.

“É extremamente importante educar as meninas no Afeganistão, pois sempre fomos marginalizadas da sociedade”, disse Shabana, em entrevista ao Huffington Post. A ativista também contou que, apesar de milhões de garotas terem conquistado o direito de estudar após a queda do regime Talibã, muitas ainda não têm a oportunidade de ir à escola, por conta da falta de professoras no país.

A afegã, hoje com 25 anos de idade, acaba de ganhar um prêmio internacional, graças ao seu trabalho focado na educação de meninas. Shabana também foi convidada para palestrar na conferência Tuesday at the Trust Women, que terá como tema os direitos da mulher, e acontecerá nesta quarta-feira (18 de novembro), em Londres.

Segundo a professora, o motivo de seu sucesso é ter crescido em uma família que priorizava as mulheres. Seu avô insistiu que a mãe de Shabana frequentasse a escola, e seu pai, um general do exército, fez questão de que suas filhas fossem educadas, mesmo com a ocupação Talibã.

“Meus pais sabiam que estavam arriscando suas vidas para nos dar essa oportunidade”, disse. “Mas era muito pior para eles imaginarem suas filhas crescendo sem educação. Para eles, isso teria sido um imenso retrocesso”, conta.

Clique sobre a imagem para assistir ao emocionante
e incrível depoimento de Shabana Basij-Rasikh
(Há legendas em português):


Fonte: Universia Brasil – Notícias – 18 de novembro de 2015 – Internet: clique aqui.

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