«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Papa Francisco pede maior engajamento dos leigos na vida pública

Sergio Mora

Convite do Papa Francisco na conclusão da plenária da
Pontifícia Comissão para a América Latina
Papa Francisco com a Pontifícia comissão para a américa latina
CARDEAL MARC OUELLET
Presidente da Pontifícia Comissão da América Latina (CAL)
dirige a palavra a Papa Francisco

O Papa Francisco convidou os leigos da América Latina para participarem mais na vida pública dos seus países. O pronunciamento ocorreu durante a plenária da Pontifícia Comissão da América Latina (CAL) reunida, ao concluir no dia 4 de março, no Vaticano, a sua assembleia plenária de quatro dias.

O cardeal Marc Ouellet, presidente da CAL, dirigindo-se ao Santo Padre “que veio da América Latina” e a “quem servimos de todo o coração”, lhe agradeceu a audiência concedida, e destacou que durante a Plenária abordaram-se as situações que Francisco “foi destacando nas suas viagens apostólicas nos países latino-americanos” como
* a pobreza e exclusão,
* desigualdades sociais,
* tráfico de droga,
* corrupção e
* violências.

E isso requer a intervenção de “novas gerações de leigos católicos, partícipes na dialética democrática, coerentes com a sua fé” que sejam capazes de “abrir caminhos ao Evangelho para ir criando condições de maior dignidade, justiça, fraternidade e paz para todos”.

O Santo Padre em suas palavras destacou a importância e a atualidade do tema da Plenária: “O indispensável compromisso dos leigos na vida pública dos países latino-americanos”, e destacou a necessidade urgente de uma reflexão que não fique em um texto, mas que conduza à ação.

Especificamente, falou da necessidade de que os pastores sejam guias do seu povo vivendo com eles, estando no meio do seu povo, “atrás dele” para ajudar e orientar os retardatários e “diante dele” para guiá-lo.

Mas ao mesmo tempo destacou dois grandes vícios da relação entre os leigos e a hierarquia:
a) o clericalismo talvez o mais difundido e pernicioso, pois reduz o leigo a uma espécie de colaborador do sacerdote ou a um ator passivo, cuja ação se limita a seguir as diretrizes dos clérigos; e
b) o pelagianismo.

Neste sentido, afirmou o Papa categoricamente que “entramos na Igreja como leigos, não como sacerdotes”, recordando várias vezes durante o seu discurso a importância que tem, por isso, a noção de “povo de Deus”.

Convidou assim todos os participantes – que incluíam três leigos que participaram como convidados na Assembleia – a trabalhar intensamente para incentivar a partir da Igreja, a real inserção dos leigos na vida pública dos países da América Latina e a uma verdadeira “conversão pastoral” que favoreça essa missão.

A plenária iniciou o seu trabalho na terça-feira com uma missa na Basílica de São Pedro, junto ao túmulo do Apóstolo Pedro. Entre as apresentações esteve a do dr. Guzmán Carriquiry: sobre como explicar “a notável ausência no âmbito político, comunicativo e universitário de vozes e iniciativas de líderes católicos”.

O cardeal Robles Ortega, arcebispo de Guadalajara, deu uma palestra sobre “Critérios e modalidades para a formação de uma nova geração de leigos católicos como construtores da sociedade”.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, falou de “Escuta, apoio, companheirismo e orientação dos pastores aos leigos comprometidos na vida pública: como fazer isso?”.

Por sua parte, o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, abordou o tema “Rumo a um projeto histórico para a América Latina: contribuições fundamentais dos católicos para um ‘programa’ de transformação social e construção da nação na América Latina”. O cardeal Ouellet, ao concluir o evento, apresentou, além do mais, um projeto de recomendações pastorais.

O cardeal canadense destacou também durante o congresso que dentre os objetivos insere-se a colaboração entre a Comissão Pontifícia e o CELAM, que tem já como horizonte próximo a Celebração continental do Jubileu da Misericórdia, que será realizada em Bogotá do 27 ao 30 de agosto deste ano.

Fonte: ZENIT.ORG – Quinta-feira, 10 de março de 2016 – Internet: clique aqui.

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