«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 8 de março de 2016

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - TERRÍVEL PESADELO!

Brasil tem 1 denúncia de violência contra
mulher a cada 7 minutos

Nos dez primeiros meses do ano passado, o País registrou 63.090 relatos
de agressões - 58,55% contra negras; saiba o que fazer 

O Brasil registrou, nos dez primeiros meses do ano passado, 63.090 denúncias de violência contra a mulher - o que corresponde a um relato a cada 7 minutos no País. Os dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a partir de balanço dos relatos recebidos pelo Ligue 180. Entre estes registros, quase metade (31.432 ou 49,82%) corresponde a denúncias de violência física e 58,55% foram relatos de violência contra mulheres negras.

O Ligue 180 também registrou:
* 19.182 denúncias de violência psicológica (30,40%),
* 4.627 de violência moral (7,33%),
* 3.064 de violência sexual (4,86%) e
* 3.071 de cárcere privado (1,76%).

Os atendimentos registrados mostram ainda que 77,83% das vítimas têm filhos e que mais de 80% destes filhos presenciaram ou também sofreram a violência.

Os dados mostram ainda que, entre os relatos de violência, 85,85% corresponderam a situações em ambiente doméstico e familiar. Na maioria dos relatos (67,36%), as violências foram cometidas por homens com os quais as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo, como cônjuges, namorados, ex-cônjuges ou ex-namorados. Em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.

MORTES

Dos 4.762 homicídios de mulheres registrados em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que a maioria desses crimes (33,2%) tem parceiros ou ex-parceiros como autores. De cada sete feminicídios, quatro foram praticados por pessoas que tiveram ou tinham relações íntimas de afeto com a mulher.

A situação é ainda mais preocupante em relação às mulheres negras - entre este grupo, o número de mortes aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Na mesma época, a quantidade de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, de 1.747 para 1.576.

CARNAVAL

Dados recentes, relativos ao carnaval de 2016, mostram que os relatos de violência contra a mulher quase triplicaram neste período, em relação ao período equivalente no ano passado. Um total de 3.174 mulheres telefonou para o Ligue 180 entre 1º e 9 de fevereiro deste ano, enquanto que no feriado de 2015 foram 1.158. Repetindo a tendência das outras épocas do ano, o tipo de violência mais comum foi a física, relatada em 1.901 casos, seguida pela psicológica.

Reportagem publicada nesta terça-feira, 8, pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que o número de denúncias de violência doméstica e familiar contra a mulher em São Paulo, recebidas nas varas especializadas do Tribunal de Justiça, caiu 12% no ano passado. O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu 5.659 denúncias em 2015, ante 6.421 em 2014. Houve queda ainda de 6,2% no número de inquéritos instaurados de violência contra a mulher - de 14.476 para 13.573.

Quatro juristas ouvidos pelo O Estado de S. Paulo atribuem a queda nos dois índices à conscientização das mulheres e às punições aos agressores - garantidas nos últimos dez anos pela Lei Maria da Penha -, mas destacam ainda o pouco valor da palavra da vítima como prova para as autoridades judiciais.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Os países da América Latina são apontados como os mais violentos do mundo em relação a homicídio de mulheres. É o que mostra o relatório do Mapa da Violência de 2015, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz com o suporte de instituições como a ONU. Os dados foram coletados pela Organização Mundial da Saúde, entre os países que acompanham o tema estatisticamente nos últimos anos.

Confira os 20 países onde mais se tem registro de
mulheres assassinadas:

- El Salvador
De forma isolada, El Salvador é o país mais violento do mundo para mulheres, de acordo com o Mapa da Violência 2015. Em 2012, o índice de assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes chegou a 8,9.

- Colômbia
Com dados de 2011, a Colômbia teve 6,3 homicídios de mulheres para cada 100 mil habitantes. O péssimo índice deu ao país sul-americano a segunda colocação entre as nações mais violentas.

- Guatemala
Inaugurando o top 3, a Guatemala é um dos mais violentos países do mundo. A nação da América Central teve, em 2012, uma taxa de 6,2 homicídios de mulheres.

- Rússia
As russas estão mais sujeitas a serem assassinadas do que qualquer outra nacionalidade europeia. Em 2011, o país apresentou a taxa de 5,3 homicídios de mulheres entre grupos com 100 mil habitantes.

- Brasil
Com os dados de 2013, o Brasil aparece como o quinto país mais violento para mulheres. A taxa para cada grupo de 100 mil habitantes foi de 4,8 homicídios de mulheres.

- México
Com a elevada taxa de 4,4 homicídios de mulheres em 2012, o México é um dos países mais violentos do mundo. Além da violência doméstica, os mexicanos enfrentam problemas com o narcotráfico.

- Moldávia
Também uma ex-república soviética, a Moldávia é o segundo país europeu mais violento em relação às mulheres. Por lá, 3,3 mulheres foram assassinadas para cada 100 mil habitantes em 2013.

- Suriname
O pequeno país sul-americano teve um taxa de 3,2 homicídios de mulheres em 2012 para cada 100 mil habitantes, o que o colocou em oitavo lugar no ranking da violência.

- Letônia
Terceira e última república Báltica, a Letônia está entre os dez países mais violentos para mulheres. Em 2012, 3,1 mulheres foram assassinadas para cada grupo de 100 mil habitantes.

10º - Porto Rico
Oficialmente um território associado aos Estados Unidos, Porto Rico também é um dos mais violentos para as mulheres. Em 2010, a taxa de homicídios das porto-riquenhas ficou em 2,9.

11º - Ucrânia
Em 2012, a Ucrânia apresentava a taxa de 2,8 homicídios de mulheres para cada grupo de 100 mil habitantes, sendo o quarto país europeu mais violento.

12º - Bielorrússia
A ex-república soviética é mais um país europeu a estar na ranking da violência contra as mulheres. A taxa em 2011 foi de 2,6 para cada grupo de 100 mil habitantes.

13º - Estônia
Segundo país Báltico da lista, a Estônia apresentou a taxa de 2,5 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os dados foram coletados em 2012.

14º - Cuba
As cubanas também são alvo da violência. O país caribenho aparece na 14ª colocação, com uma taxa de 2,5 homicídios para cada 100 mil habitantes, tendo como referência o ano de 2012.

15º - Ilhas Maurício
A pequena República de Maurício, na costa do continente africano, também figura no ranking da violência contra as mulheres. O arquipélago turístico perto de Madagascar teve, em 2013, uma taxa de 2,4 homicídios para 100 mil habitantes.

16º - Panamá
Mais um latino na lista, o Panamá tem 2,4 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. O país caribenho aparece em 16º na lista, levando em conta dados de 2012.

17º - Lituânia
O país báltico é o primeiro europeu a aparecer no ranking, com 2,3 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os dados lituanos foram coletados em 2012.

18º - África do Sul
Uma das poucas nações africanas a ter dados consolidados sobre o assunto, a África do Sul aparece em 18º lugar entre os países mais violentos para mulheres. A taxa em 2013 foi de 2,2 homicídios para cada 100 mil habitantes.

19º - Estados Unidos
Apesar de ser a maior economia do mundo, os Estados Unidos figuram na lista dos 20 países mais violentos do mundo para mulheres. O país apresentou, em 2010, a taxa de 2,2 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os crimes contra as americanas estão concentrados principalmente nos maiores centros urbanos.

20º - Uruguai
O país sul-americano apresenta a taxa de 2 mulheres assassinadas para cada 100 mil habitantes, tendo 2010 como ano de referência. A taxa do Uruguai é maior do que a de países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Chile.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Brasil – 07 de março de 2016 – 23h58 – Atualizado em: 08 de março de 2016 às 07h52 – Internet: clique aqui.

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