«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

E agora, Brasil ? ? ?

Provisório, mas definitivo

Dora Kramer

Dilma não volta, sabe ela, sabe ele, sabemos todos os brasileiros.
Portanto, prestemos atenção e voltemos nossas cobranças para Temer e a equipe que ele montou! 
PLACAR DA VOTAÇÃO DO SENADO FEDERAL:
55 senadores foram favoráveis à admissão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

O presidente em exercício, Michel Temer, na teoria fará de conta que assume em regime provisório pelos 180 dias que o Senado tem para dar o veredito final sobre o afastamento de Dilma Rousseff. Na prática, contudo, atuará em consonância com a realidade, com a ciência de que a decisão dos senadores compõe uma solução definitiva.

Dilma não volta, sabe ela, sabe ele, sabemos todos os brasileiros. Portanto, prestemos atenção e voltemos nossas cobranças para a equipe que, com Temer, vai substituir o PT pelos dois anos e meio restantes ao mandato que os petistas não souberam honrar nem preservar.

Subiram a rampa do Palácio do Planalto com o capital da maioria eleitoral que depositou no partido a grande esperança do País, mas agora eles descem de mãos atadas ao deputado Waldir Maranhão.

Uma tristeza para quem acreditou:
* no conto da terna abundância,
* do Estado provedor a qualquer custo,
* das fantasias marqueteiras,
* na equivocada tese de que política se faz com mãos sujas,
* na visão distorcida de que o PT apenas fazia uso dos instrumentos de sempre para governar. Não foi assim, o partido e seus dirigentes exorbitaram [exageraram].
PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL EM BRASÍLIA DURANTE A VOTAÇÃO DE
ADMISSIBILIDADE DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DE DILMA

À exorbitância, as instituições e a sociedade reagiram com força. Ao ponto fora da curva que representou o governo do PT, foram assentados outros tantos “pontos fora da curva” para enfrentar a excepcionalidade do modo petista de governar. E – por que não dizer? – de enganar as pessoas em geral e capturar o pensamento dos incautos no particular.

Quanto mais atenta estiver a sociedade, menos o mundo político poderá ignorar as suas demandas. Neste aspecto, o pé atrás da opinião pública em relação a Temer não deixa de ser positivo para manter os peemedebistas dentro dos limites que, em sua soberba, o PT insistiu em ultrapassar.

Muita gente pergunta como chegamos a essa situação. Foi uma trajetória longa e compartilhada com a complacência do eleitorado e a cumplicidade do mundo político. [É bom os eleitores se darem conta que são eles que colocam os políticos no poder, eles não chegam lá por conta própria!]

Nenhum dos dois viu problema em reeleger Luiz Inácio da Silva no auge do escândalo do mensalão, o fio da meada que ora se desenrola e pode levá-lo a condenações semelhantes às já sofridas por seus companheiros de partido.

O governo do PT, saudado como a grande esperança do Brasil, desce agora a rampa do Planalto de mãos dadas a Waldir Maranhão, num triste, melancólico, mas merecido fim.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Política – Quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 03h16 – Internet: clique aqui.

4.880 dias em 10

José Roberto de Toledo

Terão sido 4.880 dias de era petista, 60% sob Lula da Silva e
1.958 dias sob Dilma Rousseff. 
LULA TRANSFORMOU EM PRESIDENTE UMA MULHER (DILMA) QUE JAMAIS HAVIA
DISPUTADO UMA ÚNICA ELEIÇÃO ! ! !

Uns importam mais que outros. Eis dez dias que abalaram o Brasil e selaram o destino do PT [Partido dos Trabalhadores].

29.º dia depois do PT: lançamento do Fome Zero. A ideia original era combater a fome de 44 milhões de pessoas. No dia 293 da era petista, foi englobado pelo Bolsa Família e tornou-se um dos maiores programas sociais do mundo. De quebra, virou o principal cabo eleitoral do petismo. Regiões que nunca tinham votado no PT tornaram-se redutos do partido, mudando o mapa do voto em pelo menos seis eleições.

887.º dia: pressionado por denúncias de corrupção que o levariam à cadeia, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, tatua a expressão “mensalão” na imagem do PT. Além de nunca mais se livrarem da palavra (dicionarizada em 2005 como “procedimento ilícito de pagamentos feitos a congressistas para cooptação de votos”), os petistas viram sua mais hábil geração sucumbir ao processo, julgamento e condenações que se seguiriam.

1.186.º dia: entra em vigor o salário mínimo de R$ 350. Foi o maior aumento real da era petista, 33% acima da inflação. Somados ao Bolsa Família e ao crédito consignado (criado no 350.º dia pós-PT), os aumentos reais ano após ano do salário mínimo fomentaram um mercado de consumo popular inédito e alavancaram a popularidade de Lula, permitindo a ele reeleger-se, a despeito do “mensalão”. A voz do bolso seria mais escutada do que qualquer outra pelos petistas a partir dali.

2.860.º dia: Lula elege Dilma. Surfando a onda de consumo interno e da expansão da economia mundial, Lula conseguiu furar a “marolinha” da crise financeira de 2009 e, com uma popularidade maior do que qualquer outro presidente brasileiro, fez como sucessor uma mulher que jamais disputara uma eleição. Levou o PMDB de carona, pondo Michel Temer de vice. O casamento de conveniência PT-PMDB mostrar-se-ia um risco mal calculado.

3.657.º dia: em almoço na praia baiana de Inema armado por Jaques Wagner, Dilma evita discutir com Eduardo Campos (PSB) sobre uma nova chapa para a eleição presidencial de 2014 na qual ele seria seu vice, no lugar de Temer. Campos saiu da Bahia candidato a presidente e decidido a acabar com 20 anos de aliança PT-PSB.

3.809.º dia: manifestação contra o aumento de 20 centavos da passagem de ônibus em São Paulo precipitou uma avalanche de protestos Brasil afora, solapando a estratosférica popularidade de Dilma. Foi a queda de aprovação mais abrupta da história brasileira. Uma queda da qual ela jamais se recuperaria – e que revelava um desejo de mudança que o PT insistia em ignorar.

3.990.º dia: reunião de técnicos do Tesouro vira rebelião contra as pedaladas fiscais para maquiar as contas do governo. Além de servir, dois anos depois, como desculpa para o impeachment, revelaria o isolamento de Dilma em relação à economia: era, na prática, sua própria ministra da Fazenda e não ouvia críticas.

4.093.º dia: a Polícia Federal deflagra a Lava Jato, a maior operação contra corrupção da história brasileira. Pela primeira vez, os maiores empreiteiros do País seriam condenados e presos, junto com dezenas de burocratas, doleiros e senadores. Dilma hesita, e a oposição se aproveita da operação. As revelações desbotariam o que restava da imagem do governo e provocariam as maiores manifestações políticas da classe média já registradas.

4.414.º dia: Eduardo Cunha se elege presidente da Câmara. Manobrando o regimento interno e anos de ressentimento acumulado pelos deputados contra Dilma e o PT, aprova a pauta bomba, solapa a base governista e inviabiliza o governo.

4.855.º dia: deputados aprovam o impeachment, e o Brasil descobre de quem é feita a Câmara. Fim da era petista na prática.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Política – Quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 03h08 – Internet: clique aqui.

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