«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Este é o verdadeiro risco para a democracia: novo "Centrão"

Novo bloco tem quase metade da Câmara
e pressiona Temer

Igor Gadelha, Valmar Hupsel Filho, Carla Araújo

Aliados a Eduardo Cunha, partidos pequenos e deputados do “baixo clero” se fortalecem com o impeachment e anunciam grupo composto por 225 parlamentares 
EDUARDO CUNHA (DEPUTADO FEDERAL PMDB-RJ)
Continua como eminência parda e principal articulador na Câmara dos Deputados!

Fortalecidos com o processo de impeachment, partidos nanicos e do chamado "Centrão", determinantes até agora no afastamento de Dilma Rousseff, formalizam nesta quarta-feira, 18 de maio, um novo bloco na Câmara que será composto por 225 parlamentares de 13 partidos (PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN e PTdoB). Com isso, será o maior da Casa, que tem 513 deputados, e, portanto, com maior cacife para levar as reivindicações do grupo ao presidente em exercício Michel Temer. [Anote bem o nome desses partidos!!!]

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ajudou a articular a formação do novo bloco, que inclui o chamado baixo clero da Casa. Os partidos do Centrão foram disputados por Temer e Dilma durante a tramitação do impeachment na Câmara e negociaram cargos com os dois lados. Temer deu a eles vagas importantes na Esplanada e no segundo escalão do novo governo.

O medo entre aliados do presidente em exercício ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo é de que ele se torne um refém do Centrão, que o obrigou, por exemplo, a colocar o PRB no Desenvolvimento. [Esse é o partido criado pela Igreja Universal do Reino de Deus, isso mesmo!]

O primeiro pleito do grupo é emplacar o novo líder do governo na Câmara. O nome defendido por eles é o do líder do PSC, André Moura (SE), um dos principais aliados de Cunha. Mas o grupo também quer influenciar na agenda legislativa com propostas como a que legaliza jogos de azar. [Que só favorece o crime organizado, pois torna mais fácil lavar dinheiro e destrói, ainda mais, famílias e pessoas! E olha que há vários pastores evangélicos nesse bloco de deputados!]

Temer reuniu-se com o grupo na terça, 17 de maio. O “novo Centrão” chegou a levar o pedido para a indicação de Moura para a liderança do governo, mas Temer não se decidiu. “O presidente ainda não definiu a indicação. A prerrogativa é do presidente, mas vamos buscar solução que nos unifique”, afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

“Mãos dadas”

Na reunião, Temer manifestou, segundo Geddel, apreço “de governar de mãos dadas ao Congresso” para agilizar votações de medidas provisórias e da revisão da meta fiscal. O presidente em exercício, no entanto, não estabeleceu uma pauta específica de prioridades para votações.

Com a indefinição, a sessão de ontem da Câmara acabou sem nenhuma votação, mesmo com quatro medidas provisórias ainda do governo Dilma trancando a pauta. A reunião do colégio de líderes prevista para a tarde de ontem acabou adiada para hoje, quando a expectativa é de que o novo líder já esteja definido.

Além de Moura, defendido pelo Centrão, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) disputa a indicação. O nome dele é defendido por Moreira Franco, responsável pela área de infraestrutura do governo, e por integrantes da antiga oposição ao governo petista, como PSDB e PPS.

Justamente para evitar um racha na base, o PMDB, com uma bancada de 66 deputados – a maior da Casa – ainda não decidiu se vai participar do grupo. O receio é de que a entrada oficial do partido do presidente aponte a preferência de Temer pelo grupo. Caso o partido resolva entrar, o bloco poderá chegar a ter mais de 290 parlamentares – número grande o bastante para aprovar projetos de lei (mínimo de 257 votos), mas ainda insuficiente para aprovar emendas à Constituição Federal (308 votos).

Os quatro líderes:

- Aguinaldo Ribeiro (PP-PB): além de próximo de Eduardo Cunha, é ligado ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI)








- Rogério Rosso (PSD-DF): presidiu a Comissão Especial de impeachment. Tem respaldo de Cunha e de Gilberto Kassab






- Jovair Arantes (PTB-GO): foi relator do impeachment. Ligado ao setor agropecuário, é muito próximo de Cunha







- André Moura (PSC-SE): é considerado o principal homem de Cunha na Câmara e disputa a liderança do governo






Fonte: O Estado de S. Paulo – Política – Quarta-feira, 18 de maio de 2016 – Pág. A4 – Internet: clique aqui.

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