«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Esta notícia preocupa o Brasil!

O desemprego ainda avança

Editorial

Não há sinal de melhora no mercado de trabalho, embora o humor de empresários e consumidores tenha ficado um pouco menos sombrio

Com 11,6 milhões de pessoas em busca de trabalho, o desemprego continuou em alta no segundo trimestre e chegou a 11,3% da população ativa. Não há sinal de melhora no mercado de trabalho, embora o humor de empresários e consumidores tenha ficado um pouco menos sombrio nos últimos tempos, como indicam sondagens da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fundação Getúlio Vargas. O Brasil parece destinado a seguir, mais uma vez, o roteiro habitual das economias em recessão: a atividade bate no fundo do poço, os negócios começam a animar-se, os trabalhadores empregados se tornam mais produtivos e o mercado de emprego só reage algum tempo depois, quando a produção já deslanchou.

Um ano antes, no segundo trimestre de 2015, o desemprego estava em 8,3% da força de trabalho. A partir daí a população ativa cresceu 1,8%, com 1,8 milhão de pessoas entrando no mercado de trabalho. Isso aumentou a disputa por vagas, mas a oferta de emprego continuou diminuindo.

Como resultado, o número de pessoas desocupadas aumentou de 3,2 milhões. Só na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano 497 mil pessoas foram acrescentadas a esse contingente. Nesse período a taxa de desemprego passou de 10,9% para 11,3%.

Em junho, a desocupação na zona do euro, a área mais afetada pela crise iniciada em 2008, ficou em 10,1%, o nível mais baixo desde julho de 2011. No ano passado a economia da região cresceu 1,7% e poderá crescer 1,6% em 2016, de acordo com estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI). Pode ser um desempenho medíocre, mas chega a parecer excelente, se comparado com a retração de 3,8% do Brasil em 2015 e com as projeções para o País neste ano. Mesmo para 2017 as estimativas mais otimistas têm apontado, até agora, um crescimento pouco superior a 1% para a economia brasileira.

Mas o desemprego, além de só recuar com atraso nas fases de recuperação, é também um entrave à reativação dos negócios. Consumo e produção podem voltar a crescer, é certo, mesmo com muitas pessoas ainda desempregadas, mas o movimento é dificultado pelo peso – quanto maior, pior – da desocupação. Grandes demissões são em geral acompanhadas de redução do rendimento médio real dos trabalhadores ainda ocupados e, naturalmente, de uma contração da massa de rendimentos.

Em um ano, desde o segundo trimestre de 2015, o rendimento médio real obtido pelos trabalhadores, de forma habitual, encolheu 4,18%, de R$ 2.058 para R$ 1.972. Nesse intervalo a massa de rendimentos passou de R$ 183,60 bilhões para R$ 174,65 bilhões, com redução de 4,87%. Não só os desempregados, portanto, perderam renda. Também os ainda ocupados passaram a ter menos dinheiro disponível e isso se refletiu no consumo. Esse tipo de efeito ainda será provavelmente sensível por muitos meses, até a oferta de emprego voltar a crescer. Mesmo um eventual aumento da oferta de crédito será insuficiente para mudar esse quadro de forma significativa.

A inadimplência, outro efeito importante do desemprego, também será um freio à retomada do consumo. Quem conseguir limpar o nome e voltar ao mercado de crédito provavelmente se manterá cauteloso, esperando sinais mais firmes de recuperação econômica para retornar às compras.

Os muito otimistas poderão apontar uma consequência positiva do desemprego. A demissão estimula o espírito empreendedor de muitas pessoas. De janeiro a maio foram criadas 851.083 empresas no Brasil, um recorde, segundo levantamento da Serasa Experian. De acordo com economistas da Serasa, o aumento foi puxado pelo surgimento de microempreendedores individuais, em grande parte forçados pela perda de emprego a buscar uma nova atividade.

O número de novos microempreendedores, 683.779, foi 9,9% superior ao do mesmo período de 2015. Para os menos entusiasmados, bom mesmo é ver a multiplicação de microempreendedores em tempos de prosperidade geral e muita oferta de empregos.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Notas e Informações – Domingo, 31 de julho de 2016 – Pág. A3 – Internet: clique aqui.

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