«A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos.»

(Papa Francisco – Mensagem enviada aos bispos da América Latina e Caribe em Assembleia de 9 a 12 de maio de 2017)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Uma mania que pode custar caro à saúde!

7 em cada 10 se automedicam no País

Paula Felix

Pesquisa aponta também que 40% procuram a internet em busca de diagnóstico; especialistas afirmam que prática pode oferecer riscos

Evitar ir ao pronto-socorro por considerá-lo um ambiente lotado e não achar a opinião do médico importante para sintomas de saúde estão entre as principais causas apresentadas pelos brasileiros para automedicar-se, de acordo com a segunda edição de uma pesquisa do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ) sobre o assunto no Brasil. O levantamento mostra que 72% da população toma remédio por conta própria e 40% faz autodiagnóstico usando a internet. [Que perigo!!!]

A primeira edição foi feita em 2014, quando o índice de automedicação era de 76,4%. Neste ano, foram ouvidas 2.340 pessoas em 16 cidades e, apesar da queda, o dado sobre autodiagnóstico foi considerado preocupante pelo condutor do estudo, Marcus Vinicius Andrade, diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico do ICTQ.


“Um aspecto relevante deste ano foi o índice de pessoas que fazem o autodiagnóstico: 40% dos entrevistados, além de automedicar-se, fazem esse tipo de diagnóstico. O que as pessoas não entendem é que, quando colocam qualquer sintoma de saúde na internet, há uma infinidade de patologias e elas acabam escolhendo uma delas sem um diagnóstico preciso.”

Durante 12 anos, a designer Valéria Rezende, de 23 anos, praticou a automedicação para tratar uma urticária crônica. Parou apenas neste ano, após apresentar disfunções nos rins.

“Tenho acompanhamento adequado desde janeiro deste ano com especialistas em urticária, mas, em outros momentos, já tinha feito outros tratamentos. Com o fracasso deles, eu acabava caindo na automedicação”, conta.

Ao parar de tomar remédio por conta própria, Valéria teve de enfrentar a abstinência. “Foi estranho, comecei a passar mal, ter tontura e febre. Isso durou um mês.” Mas ela também já está convivendo com os aspectos positivos, pois o medicamento que tomava causava retenção de líquido e, desde que parou, a designer já perdeu dois quilos. “Tenho certeza de que muita coisa ainda vai mudar em mim por dentro e por fora.”

A última vez que a blogueira Francielli Rezende, de 29 anos, se medicou foi em 2008, quando quase ficou internada por causa de uma infecção urinária. “Era recorrente e eu já conhecia os remédios. Na época, não precisava de receita para comprar. Mas o médico me explicou que, como tomava o remédio por conta, não fazia mais efeito e a bactéria estava resistente.”

Risco

Médica especialista em dor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Alexandra Raffaini diz que o maior risco da automedicação é adiar o diagnóstico de determinadas doenças. “A pessoa pode tomar um remédio que não contribui para a melhora da saúde e perder a oportunidade de ter um diagnóstico com maior chance de controle e de cura.”

Alexandra diz que tomar o remédio por conta própria já é uma questão cultural, principalmente quando há dor. “Mas as pessoas precisam entender que a dor é um alarme de que algo está errado. Ao automedicar-se, elas tratam o sintoma e não a doença em si.”

Lígia Brito, infectologista e clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, alerta que, dependendo da dose e do tipo de medicamento, os remédios podem trazer sérias complicações.

Antitérmicos e analgésicos podem causar problemas no fígado, os analgésicos e anti-inflamatórios podem causar complicações no estômago. E os anti-inflamatórios também podem desencadear problemas renais”, explica.

Lígia diz que é necessário ter confiança nos profissionais da área. “É complicado falar que não tem paciência para esperar. As pessoas têm de priorizar a saúde.”

RESUMINDO

48%
das pessoas que se automedicam tomam analgésicos

56%
dos entrevistados costumam levar remédios na bolsa

47%
tomam medicamentos por indicação de familiares, amigos, colegas e vizinhos

40%
buscam na internet informações sobre sintomas e o que fazer para melhorar

36%
aumentam a dose do medicamento para fazer efeito mais rápido

77%
das pessoas se automedicam na cidade de São Paulo, quinta colocada no ranking de automedicação do levantamento

94%
das pessoas se automedicam em Belém (Estado do Pará)

68%
dos entrevistados sempre leem a bula dos medicamentos

54%
sempre respeitam os horários de tomar os remédios, seguindo a recomendação do médico ou do farmacêutico

Fonte: O Estado de S. Paulo – Metrópole – Domingo, 31 de julho de 2016 – Pág. A18 – Internet: clique aqui.

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