«A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos.»

(Papa Francisco – Mensagem enviada aos bispos da América Latina e Caribe em Assembleia de 9 a 12 de maio de 2017)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Vamos celebrar os pais!

Uma oportuna reflexão para este próximo
“Dia dos Pais”

Rosely Sayão
Psicóloga e Consultora em Educação

Precisamos celebrar os pais que ousaram iniciar a inovação que vemos
hoje no exercício da paternidade 


Dia dos pais, das mães, dos avós são datas comerciais porque a questão em jogo é presentear a pessoa homenageada. Essas datas, porém, podem ser pretexto para celebrar e problematizar esses papeis sociais. Como o próximo domingo é dedicado aos pais, vamos celebrar e refletir sobre esse papel, que vem mudando há cerca de 30 anos.

Precisamos celebrar os pais que ousaram começar a inovação que vemos ocorrer no exercício da paternidade, ainda que não de modo homogêneo em nossa sociedade.

O pai, no modelo clássico familiar, era responsável quase que exclusivamente pelo sustento da família e isso oferecia aos homens um lugar confortável como integrante chefe do grupo. É que, nesse modelo de funcionamento, o pai permanecia seguro e protegido de quase todos os conflitos familiares e afetivos que sempre ocorrem, principalmente entre pais e filhos.

Vamos convir: conflitar é sempre arriscado porque não há garantia alguma de que todos os envolvidos sairão sãos e salvos da crise. Mas, ao mesmo tempo, é também pelo conflito que os vínculos se consolidam, se mantêm.

Quem é pai sabe como é fácil sentir-se fragilizado quando nasce um filho. Ainda assim, os pais pioneiros e inovadores foram corajosos o suficiente para enfrentar essa fragilidade e a falta de tradição para inaugurar um novo tipo de relacionamento familiar.

Eles compartilham com a mãe todas as responsabilidades (compartilhar não é ajudar), enfrentam os conflitos e relacionam-se com os filhos, crianças e adolescentes, com intimidade. Vamos comemorar com esses pais o surgimento de um papel renovado e mais humanizado!

Vamos celebrar também os que lutam bravamente e sem descanso pelo direito de conviver com os filhos do seu jeito. E não me refiro somente aos pais separados que são tratados como "visita" dos filhos, quando não "persona non grata".

Lembro também dos que pouco conseguem agir com seus filhos porque, pela tradição grudada em nossa carne, são as mães as detentoras da sabedoria necessária para cuidar e educar e, por isso, elas resistem, muitas vezes sem perceber, em aceitar um jeito diferente do seu. Elas criam uma cumplicidade com os filhos que, não raras vezes, coloca o pai fora desse relacionamento.

E o que dizer dos pais que fazem tanto pelos filhos que provocam estranhamento na sociedade e sofrem constrangimentos por conta disso? Acontece em grande escala nas escolas – na hora de deixar o filho ou de buscá-lo e em reuniões de pais (mães, na verdade) –, em consultórios médicos, em banheiros públicos, trocadores, etc. Esses merecem o maior respeito!
Autora deste artigo

Mas há pais que priorizam mais seu próprio estilo de vida do que a paternidade:
* pensam que as férias com os filhos compensam sua ausência no cotidiano,
* que não se desligam do trabalho nunca,
* que se separam dos filhos quando se divorciam, etc.

Esses precisam ser lembrados que seus filhos não pediram para nascer e nem desejaram a vida: foram os pais que os desejaram e, por isso, eles precisam honrar esse compromisso a vida toda.

Nossa sociedade deveria celebrar e se adaptar à chegada dos novos pais, e não lutar contra essa inovação. A esses pais, minhas boas-vindas! Coragem e saúde a todos eles é o que desejo.

Fonte: Folha de S. Paulo – Colunistas – Terça-feira, 9 de agosto de 2016 – 02h00 – Internet: clique aqui.

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