«A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos.»

(Papa Francisco – Mensagem enviada aos bispos da América Latina e Caribe em Assembleia de 9 a 12 de maio de 2017)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"Que tristeza os pastores que se tornam príncipes distantes das pessoas"

Papa Francisco na audiência geral de
quarta-feira

Iacopo Scaramuzzi
Vatican Insider
14-09-2016

«É feio para a Igreja quando os pastores se tornam príncipes, afastados
das pessoas, afastados dos mais pobres...»
PAPA FRANCISCO
saúda os fiéis em sua chegada à Praça São Pedro, no Vaticano, para a
AUDIÊNCIA GERAL da Quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Na audiência geral na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recorda o convite de Jesus àqueles que estão "cansados e sobrecarregados", àqueles que "não podem contar com os meios próprios, nem com amizades importantes", oferecendo-lhes o próprio "alívio".

O papa analisou, na catequese, os três convites, na forma imperativa, de Jesus:
* "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei"...,
* "Vinde a mim", "tomai o meu jugo" e
* "aprendei comigo", afirmando:
"Que bom seria se todos os líderes do mundo pudessem dizer isso!".

Acima de tudo, "dirigindo-se àqueles que estão cansados e sobrecarregados, Jesus se apresenta como o Servo do Senhor descrito no livro do profeta Isaías", e "estes desconfiados da vida, o Evangelho muitas vezes coloca ao lado também dos pobres e dos pequeninos. Trata-se – explicou Francisco – daqueles que não podem confiar nos seus meios próprios, nem em suas amizades importantes. Eles só podem confiar em Deus. Conscientes da própria condição humilde e miserável, eles sabem que dependem da misericórdia do Senhor, esperando d’Ele a única ajuda possível. No convite de Jesus, finalmente, eles encontram resposta à sua espera: tornando-se seus discípulos, eles recebem a promessa de encontrar alívio para toda a vida", uma promessa, depois, estendida, ao término do Evangelho, "a todas as nações", como demonstrado também por todos os peregrinos que, durante o Jubileu de Misericórdia, estão atravessando as Portas Santas nas catedrais, nas igrejas de todo o mundo, mas também "nos hospitais, nas prisões", para que encontrem, disse o papa, "o alívio que só Jesus sabe dar".

Dizendo, depois, "tomai o meu jugo", explicou Francisco, "em polêmica com os escribas e os fariseus, Jesus coloca sobre os seus discípulos o seu jugo, no qual a Lei encontra o seu cumprimento. Ele quer lhes ensinar que descobrirão a vontade de Deus mediante a sua pessoa, mediante Jesus, não mediante leis e prescrições frias que Jesus mesmo condena".
PAPA FRANCISCO
faz questão de interagir com os fieis presentes à Praça São Pedro para a Audiência Geral

Por fim, "Jesus não é um mestre que, com severidade, impõe aos outros pesos que Ele não carrega. Essa é a acusação que Ele fazia aos doutores da lei. Ele se dirige aos humildes e aos pequenos, porque ele mesmo se fez pequeno e humilde. Ele compreende os pobres e os sofredores porque Ele mesmo é pobre e provado pelas dores. Para salvar a humanidade, Jesus não percorreu uma estrada fácil; ao contrário, o seu caminho foi doloroso e difícil. O jugo que os pobres e os oprimidos carregam é o mesmo jugo que ele carregou antes deles: por isso, é um jugo leve. Ele carregou sobre os ombros as dores e os pecados da humanidade inteira".

Jesus "se fez próximo de todos, dos mais pobres, era um pastor e estava entre as pessoas, entre os pobres, trabalhava todo o dia com eles, Jesus não era um príncipe (...) é feio para a Igreja – afirmou o papa de improviso – quando os pastores se tornam príncipes, afastados das pessoas, afastados dos mais pobres. Esse não é o espírito de Jesus. Jesus repreendia esses pastores, e sobre esses pastores Jesus dizia ao povo: ‘Façam o que eles dizem, mas não o que eles fazem’".

"Queridos irmãos e irmãs, também para nós há momentos de cansaço e de desilusão", concluiu o papa. "Então, lembremo-nos destas palavras do Senhor, que nos dão tanta consolação e nos levam a entender se estamos colocando as nossas forças a serviço do bem. De fato, às vezes, o nosso cansaço é causado pelo fato de ter colocado a confiança em coisas que não são o essencial, porque nos afastamos daquilo que realmente importa na vida."

Nesse sentido, "não deixemos que nos tirem a alegria de ser discípulos do Senhor. ‘Mas, padre, eu sou um pecador...’: deixa-te levar por Jesus, sente sobre ti a Sua misericórdia, e o teu coração será preenchido de alegria e perdão. Não nos deixemos roubar a esperança de viver esta vida junto com Ele e com a força da Sua consolação".

Traduzido do italiano por Moisés Sbardelotto. Acesse a versão original, clicando aqui.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – Notícias – Quinta-feira, 15 de setembro de 2016 – Internet: clique aqui.

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