«A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos.»

(Papa Francisco – Mensagem enviada aos bispos da América Latina e Caribe em Assembleia de 9 a 12 de maio de 2017)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sábado, 22 de outubro de 2016

Políticos e Governo estão determinados a acabar com a Lava Jato

Decano da força-tarefa diz que projeto de abuso
de autoridade acaba com Lava Jato

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Fausto Macedo

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima disse que proposta em discussão no Senado, do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), tem influência do governo Temer
CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima faz um alerta: “a aprovação da lei de abuso de autoridade pode significar o fim da Operação Lava Jato”. Mais experiente dos investigadores da força-tarefa criada, em Curitiba, para investigar o maior escândalo de corrupção do Brasil declarou ver “influência” do governo Michel Temer (PMDB) na proposta em tramitação no Senado e avisa que deixará os processos do escândalo Petrobrás, se o projeto virar lei.

“A aprovação da lei de abuso de autoridade pode significar o fim da Operação Lava Jato, inclusive eu pessoalmente, se essa lei for aprovada, não vou continuar (na força-tarefa)”, afirmou Carlos Fernando, em entrevista ao Estadão.

O projeto de lei de reforma da antiga Lei de Abuso de Autoridade, de 1965, é de 2009. Estava engavetado e foi retomado este ano com texto substitutivo (projeto de lei 280/2016), de autoridade do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que praticamente não faz propostas de lei na Casa.
[Somente sendo muito cego ou ingênuo para não perceber nessa manobra de Renan Calheiros a tentativa mais despudorada e vergonhosa de frear e enquadrar a Lava Jato e outros procuradores, promotores e juízes pelo Brasil afora! Diga-se de passagem, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal é a favor dessa lei... Precisa falar mais alguma coisa?]

“O texto do projeto tem por finalidade principal criar constrangimento para quem investiga situações envolvendo pessoas poderosas, especialmente empresários e políticos. Nós não vamos ficar à mercê, como já acontece hoje com as inúmeras representações que a gente recebe, de ações penais privadas propostas por qualquer um que se sinta incomodado”, avaliou o procurador.
RENAN CALHEIROS
Senador do PMDB por Alagoas e Presidente do Senado foi quem apresentou esse projeto de lei
que pode ser chamado de "salva-corrupto" ! ! !

Carlos Fernando foi alvo de representação movida pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Conselho Nacional no Ministério Público (CNMP), por conduta indevida nos processos da Lava Jato. O pedido de afastamento foi negado pelo colegiado. “É uma lei absurda. Justificam (os defensores do projeto) que a proposta é para punir a ‘carteirada’, mas ela não está lá no texto. Mas criam tamanha dificuldade para julgadores e investigadores e acusadores”, ponderou o procurador.

O que uma lei dessa vai propiciar é um esquema – e aí está a inteligência do negócio – no qual não vai haver mais lava jatos de nenhuma espécie. A não ser que a pessoa arrisque sua vida pessoal e profissional. Porque ela vai ser ameaçada por corruptos e bandidos em geral, porque vai estar exposta a todo tipo retaliação. Eu posso sofrer uma ação penal privada, é um absurdo.”

Para o procurador da Lava Jato, seria uma primeira contraofensiva efetiva do governo contra o combate à corrupção no País, que representará a volta do sistema em que ricos e poderosos não vão para a cadeia.

“Vamos voltar para o modelo de Justiça criminal para os pobres. Que é o que sempre vimos. Até o Caso Banestado, tem um livro da doutora Ela (Wiecko) Castilho (ex-procuradora da República) em que ela mostra que até aquela época (fim da década de 1990) não havia punição por colarinho branco. Até hoje, se juntar toda população carcerária, não chega nem perto de 1%.” [Basta ver que Fernando Collor de Mello e Eduardo Cunha, apesar de estarem há cerca de 25 anos envolvidos em tantas acusações, jamais foram presos ou tinham perdido nada de seus bens e riquezas!]
ROMERO JUCÁ
Senador do PMDB por Roraima é o relator desse projeto de Renan Calheiros.
Tudo em família, como se pode observar!

INFLUÊNCIA

No mais duro ataque de um membro da Procuradoria da República à proposta de lei que estipula punições a autoridades por abuso de poder, Carlos Fernando diz “ver a influência” do governo na tentativa de aprovar o projeto, desengavetado pelo presidente do Senado.

“Eu vejo, nisso tudo, apesar de todas as negativas, a influência do governo atual, porque não podemos deixar de perceber que as pessoas que patrocinam essas medidas, são exatamente aquelas que fazem parte do comando da base de apoio do atual presidente”, afirmou o procurador.

A nova proposta feita por Renan é alvo de críticas de investigadores e de entidades representativas do Judiciário e do Ministério Público, que veem no texto uma forma de engessar investigações contra criminosos de colarinho branco.

A medida foi retomada no Senado como prioridade e passou a ser analisada em comissão criada por Renan, que tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-RR) – da tropa de choque do presidente Temer. Os dois parlamentares que encabeçam a proposta no parlamento são alvos de investigações da Lava Jato e tiveram os nomes citados por delatores como recebedores de propinas do esquema Petrobrás. [Agora, ficou claro porque estão tão interessados na aprovação dessa lei??? Ou precisa explicar mais?]

Integrante da força-tarefa do Caso Banestado – mega esquema de desvios de dinheiro via contas CC-5 na década de 1990 – e membro da equipe da Lava Jato, desde sua origem, Carlos Fernando disse que “o que está acontecendo agora é algo que até mesmo o governo Dilma Rousseff tinha vergonha de tentar fazer”.
RENAN CALHEIROS E LULA
Ambos não desejam ver a Operação Lava-Jato prosperar ! ! !
Por incrível que pareça, uma lei como essa proposta por Renan Calheiros calha com o interesse de ambos!

ATENTADO

Um dia antes das críticas do procurador, o juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Lava Jato em primeira instância, em Curitiba, afirmou que da forma como está redigido o projeto, se aprovado ele será “um atentado à independência da magistratura”.
“É importante que se for realmente se pensar e aprovar esse projeto, que fossem estabelecidas salvaguardas para que ficasse claro que o alvo dessa lei não é a interpretação da magistratura a respeito do que significa o Direito. Do contrário, vai ser um atentado à independência da magistratura”, afirmou Moro.

Vamos pressionar o Senado e manifestar a nossa discordância com
esse projeto de lei 280/2016 que trata do “Abuso de Autoridade”:
1º passo: clique aqui;
2º passo: na janelinha com a frase “Senadores em Exercício”, clique sobre a seta da direita e aparecerá o nome de todos os Senadores;
3º passo: após clicar sobre o nome do Senador que você desejar, clique sobre a janelinha ao lado “Endereço dos Gabinetes”;
4º passo: aparecerá, então, o endereço completo do gabinete daquele Senador, incluindo o endereço de e-mail dele;
5º passo: pronto, é só clicar sobre o endereço de e-mail do Senador, que se abrirá uma janela para você escrever uma mensagem ao Senador escolhido.
Você pode enviar a mensagem abaixo para quantos senadores desejar!
Quanto mais, melhor!

Sugestão para o texto a ser enviado por e-mail ao Senador:

Excelentíssimo Sr. Senador ... (nome).
Venho por meio desta manifestar minha total e absoluta desaprovação ao Projeto de Lei 280/2016 apresentado pelo Exmo. Sr. Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, em que trata de punições para casos de “abuso de autoridade”.
Para mim está claro que tal projeto representa, na prática, a intimidação das autoridades responsáveis por conduzir investigações, apresentar denúncias e julgar crimes praticados por pessoas com notória influência e poder, tanto no meio empresarial quanto político nacionais.
Nosso país já ficou conhecido por não punir tais pessoas e criminosos, hoje, graças a iniciativas como a “Operação Lava-Jato”, nós brasileiros estamos conseguindo apagar essa triste mancha de nosso sistema jurídico-policial!
Peço que V. Exa. vote contrariamente à aprovação desse projeto de lei e seja um defensor de leis que ajudem a Justiça brasileira a tornar-se mais rápida, ágil e justa para todos os(as) cidadãos(ãs) deste país.
Agradeço V. atenção!

(Seu nome completo – com endereço)

Fonte: O Estado de S. Paulo – Política – Sábado, 22 de outubro de 2016 – Pág. A8 – Internet: clique aqui.

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