«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Guerra é guerra

Eliane Cantanhêde

Medidas do Senado até fazem sentido, mas não com Renan, não agora

Tecnicamente, digamos assim, o presidente do Senado, Renan Calheiros, tem argumentos de sobra para defender:
* a Lei de Abuso de Autoridade,
* a flexibilização dos acordos de leniência com as empreiteiras e, principalmente,
* a comissão para identificar e cortar os supersalários dos três Poderes.

E qual é o problema? O problema é o próprio Renan Calheiros, ou a falta de legitimidade dele para capitanear tudo isso, neste momento.

Ninguém, em sã consciência, defende abuso de qualquer autoridade, nem de procuradores e juízes nem de um guarda de trânsito, um auditor e um policial civil, militar ou federal. Não podem constranger quem quer que seja, perseguir adversários, descumprir a lei, exorbitar penas ou multas. Certo? Certo. Mas Renan, alvo de 11 inquéritos, pode capitanear esse debate? E é hora de “cortar as asinhas” de investigadores, bem no meio da Operação Lava Jato? [É óbvio o interesse do Senador Renan com todas essas iniciativas!!!]

No caso dos acordos de leniência, faz sentido separar, de um lado, empreiteiros e executivos corruptos e, de outro, empreiteiras que empregam milhões de pessoas, contratam centenas ou milhares de outras empresas de diferentes ramos e aquecem a economia. Mas, peraí, isso não pode anistiar pessoas físicas e jurídicas que tanto prejudicaram o País e nossas empresas públicas. E mais: que financiaram campanhas e carreiras políticas a vida toda. Não haverá como convencer a opinião pública de que o Congresso quis fechar os olhos para a corrupção, como forma de pagar os favores recebidos.

Bem, quando se fala nos supersalários, há uma unanimidade. É indefensável sob qualquer aspecto, seja orçamentário, seja legal, seja ético, que um juiz ganhe até R$ 200 mil por mês, quando a Constituição, que ele é pago para defender, estabelece como teto os menos de R$ 40 mil que os ministros do Supremo recebem. É óbvio para qualquer mortal que é preciso acabar com jeitinhos e extras moldados para descumprir a lei no Judiciário, Legislativo e Executivo. Mas Renan é o homem certo, na hora certa, para fazer isso?

Muita gente, dentro e fora do Congresso, considera Renan Calheiros um ótimo presidente do Senado. Tem força, liderança, diálogo com os diferentes partidos e combate o bom combate, defende o regimento e as causas certas. Mas Renan é Renan, entronizado na política por Collor, às voltas com inquéritos, com uma rejeição popular gigantesca. Tudo o que ele faz está automaticamente sob suspeição. Ainda mais se parece ser, ou é mesmo, contra a Lava Jato. [Isso também é claro, é óbvio!!! Ainda mais quem!!!]
RENAN CALHEIROS
O Presidente do Senado Federal e senador pelo Estado de Alagoas (PMDB) anda espantado!

Um outro projeto que irrita e incomoda os investigadores, apesar de não ser diretamente contra eles, é o de repatriação de recursos não declarados no exterior. Se o governo arrecadou R$ 46 bilhões só com 15% de impostos e mais 15% de multas da repatriação na primeira leva, isso corresponde a cerca de R$ 150 bilhões enviados para fora do País clandestinamente. Por quem? Por quê? Qual a origem?

Nesse saco de gatos, há de tudo, desde sonegação de dinheiro lícito até lavagem de dinheiro de corrupção e tráfico de drogas. E não acabou. Vem aí a segunda leva da repatriação, com multas e impostos um pouco maiores, para lavar a jato (mas na contramão da Lava Jato) o resto do dinheiro, boa parte dele sujo, que andou passeando por paraísos fiscais e agora serve para amenizar a imensa crise de União e Estados.

Mas, na guerra com o Congresso, o Judiciário também tem suas armas, como a pressão crescente para acabar com o foro privilegiado dos políticos, que sobrecarrega o Supremo e é fator de impunidade de políticos. Um a um, os ministros do Supremo Tribunal Federal estão assumindo clara e publicamente a posição contra o privilégio, em consonância com o que deseja a sociedade, cada vez mais bem informada e cada vez mais sabendo o que quer - e o que não quer.

Não fiquemos parados!
Escrevamos aos Senadores para que votem contrários
a essas propostas de Renan Calheiros!
Faça isso hoje mesmo ! ! !
Vamos pressionar o Senado e manifestar a nossa discordância com
esse projeto de lei 280/2016 que trata do “Abuso de Autoridade”.

Siga os seguintes passos para encontrar o(s)
Senador(es) que desejar e enviar a sua mensagem:

1º passo: clique aqui;
2º passo: na janelinha com a frase “Senadores em Exercício”, clique sobre a seta da direita e aparecerá o nome de todos os Senadores;
3º passo: após clicar sobre o nome do Senador que você desejar, clique sobre a janelinha ao lado “Endereço dos Gabinetes”;
4º passo: aparecerá, então, o endereço completo do gabinete daquele Senador, incluindo o endereço de e-mail dele;
5º passo: pronto, é só clicar sobre o endereço de e-mail do Senador, que se abrirá uma janela para você escrever uma mensagem ao Senador escolhido.

Você pode enviar a mensagem abaixo para quantos Senadores desejar!
Quanto mais, melhor!

Sugestão para o texto a ser enviado por e-mail ao(s) Senador(es):

Excelentíssimo Sr. Senador ... (nome).
Venho por meio desta manifestar minha total e absoluta desaprovação ao Projeto de Lei 280/2016 apresentado pelo Exmo. Sr. Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, em que trata de punições para casos de “abuso de autoridade”. Acrescendo a isso, minha contrariedade à flexibilização dos acordos de leniência com as empreiteiras.
Para mim está claro que tais projetos representam, na prática, a intimidação das autoridades responsáveis por conduzir investigações, apresentar denúncias e julgar crimes praticados por pessoas com notória influência e poder, tanto no meio empresarial quanto político nacionais.
Nosso país já ficou conhecido por não punir tais pessoas e criminosos, hoje, graças a iniciativas como a “Operação Lava-Jato”, nós brasileiros estamos conseguindo apagar essa triste mancha de nosso sistema jurídico-policial!
Peço que V. Exa. vote contrariamente à aprovação desses projetos de lei e seja um defensor de leis que ajudem a Justiça brasileira a tornar-se mais rápida, ágil e justa para todos os(as) cidadãos(ãs) deste país.
Agradeço V. atenção!

(Seu nome completo – com endereço)

Fonte: O Estado de S. Paulo – Política / Colunistas – Terça-feira, 15 de novembro de 2016 – Pág. A6 – Internet: clique aqui.

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