«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sabem tudo de você!

Seu número de celular é a chave da sua
vida privada

Steve Lohr
The New York Times

Combinação de algarismos já é usada para monitorar atividades
e compras dos usuários
TAYLOR GALLANTER
Cabeleireira de 23 anos de São Francisco, nos Estados Unidos, é cuidadosa
ao fornecer o seu número de celular

Da próxima vez que alguém pedir o número de seu celular, talvez seja bom pensar duas vezes antes de revelá-lo. Ele é mais que uma combinação de dígitos. Cada vez mais ele pode ser usado para a obtenção de informações pessoais mantidas por todo tipo de empresa, incluindo financeiras e redes sociais.

Um número simples, de nove dígitos, pode ser usado para monitorar e prever o que você compra, pesquisa e até o que vê na TV. “Ele se transformou na chave para o quarto da sua vida, das informações a seu respeito”, diz Edward M. Stroz, ex-agente de crimes de alta tecnologia do FBI.

Apesar disso, o número do seu celular não é uma informação regulamentada oficialmente como o número da Seguridade Social nos Estados Unidos, um dado que as empresas têm que manter em sigilo. Nós também somos aconselhados a escondê-lo e protegê-lo; no entanto, não pensamos duas vezes quando nos pedem para dar o número do celular a quem mal conhecemos.

Quase metade dos lares nos Estados Unidos da América (EUA) desistiu das linhas fixas e tem apenas serviço móvel, número esse que cresceu mais de 10% em apenas três anos. Entre as pessoas de 25 e 29 anos, essa proporção sobe para 73%, segundo as estatísticas oficiais.

Taylor Gallanter, cabeleireira de 23 anos de São Francisco, nos EUA, tem celular próprio desde os 15. Nunca teve telefone fixo e duvida que um dia venha a ter. Ela sabe o valor que seu número tem, pois não o fornece em formulários digitais a menos que seja obrigatório. Usar o endereço de e-mail como contato, segundo ela, é menos arriscado. “Só com o nome e o número dá para descobrir um monte de coisa.”

Para investigadores, o número do celular é ainda mais útil que o da Seguridade Social [nos EUA esse número é como nosso RG aqui do Brasil] porque está ligado a inúmeras bases de dados e conectado a um aparelho que quase sempre está com a pessoa. “Ele pode ser um portal a todo tipo de informação”, alerta Robert Schoshinski, diretor assistente para privacidade e proteção de identidade da Comissão Federal de Comércio.

História

O uso dessa sequência numérica repete a história do número da Seguridade Social, criado em 1936. Seu objetivo era permitir que o sistema de seguro nacional mantivesse registros dos trabalhadores. Nunca foi pensado como um número geral de identificação. Aos poucos, porém, a simplicidade de um número único de identificação estimulou o uso mais amplo por outras agências do governo e corporações. Isso ocorreu nos anos 1960, quando os computadores tornaram possível a criação de arquivos digitais imensos sobre cidadãos e clientes.

Sua disseminação como identificador rápido e fácil, encontrado em todos os tipos de bases de dados corporativas e governamentais, facilitou as operações comerciais – mas houve consequências involuntárias.

“O número da Seguridade Social é tão difundido e tão pouco protegido que se tornou o maior veículo para a epidemia atual de roubo de identidade”, revela Alessandro Acquisti, cientista da computação e especialista em privacidade da Universidade Carnegie Mellon.

Segundo a consultoria Javelin, os prejuízos de roubo de identidade para fraudes chegaram a US$ 15 bilhões em 2015 nos EUA, com 11% dos americanos tendo sido afetados por um golpe do gênero. 

Defesa

Da mesma forma que o número de celular e o computador por trás dele abrem as portas a novos riscos, a tecnologia, como quase sempre é o caso, também pode ser empregada para combatê-los. É o caso da prevenção de fraudes. Quando o consumidor utiliza o Affirm, aplicativo da startup homônima que oferece alternativa ao cartão de crédito em compras online, seu software averigua diversas fontes de dados e aprova ou rejeita financiamentos em segundos.

Quando um consumidor registrado na Affirm quer um empréstimo escalonado para comprar, digamos, um colchão de US$ 850 ou uma mountain bike de US$ 3 mil, a empresa lhe envia um número identificador pessoal temporário por torpedo.

O mesmo método de autenticação é usado pelos bancos, sistemas de pagamento e outras companhias antes que certas transações sejam aprovadas. O número temporário é válido por um período de apenas 30-180 segundos, aumentando bastante as chances de a pessoa que está tentando emprestar ou comprar ser a mesma que possui o celular com aquele número.

Não é infalível, mas se o celular for roubado, geralmente trava. Pode até ser “hackeado”, mas para isso é necessário outro tipo de habilidade. Só para comparar, o número roubado da Seguridade Social é uma fonte permanente de roubo de identidade. Para Rajeev Date, ex-vice-diretor da Agência de Proteção Financeira do Consumidor, existem pontos positivos no uso do número do celular em casos assim: “O que se pode fazer com o número do celular representa uma grande vantagem na guerra atual contra a fraude e o roubo de identidade.”

Fontes: O Estado de S. Paulo – Economia & Negócios / link – Domingo, 27 de novembro de 2016 – Pág. B9 – Internet: clique aqui.

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