«A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos.»

(Papa Francisco – Mensagem enviada aos bispos da América Latina e Caribe em Assembleia de 9 a 12 de maio de 2017)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS FEDERAIS


Excelentíssimos(as) Deputados(as) Federais,

É com imenso pesar e tristeza que me apresento a V. Exas. para externar minha profunda revolta e indignação, bem como, a de várias pessoas com as quais me relaciono, em relação ao que a maioria dos partidos e deputados federais fez com o projeto de lei “Dez Medidas Contra a Corrupção” apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) e apoiado por 2,4 milhões de assinaturas de brasileiros eleitores de todos os Estados de nossa Federação!

Por mais que V. Exas. busquem justificar vossas atitudes na madrugada deste dia 30 de novembro de 2016, que já passou para a triste história política deste sofrido País, alegando que:
a) o Congresso Nacional é soberano e, portanto, poderia e deveria aperfeiçoar e mexer como quisesse no projeto de iniciativa popular de combate à corrupção;
b) os magistrados e o ministério público precisam também responder por seus atos e serem respeitosos para com o restante da população;
c) haviam propostas no interior das “Dez Medidas” que não poderiam ser aceitas, como a limitação do uso de “habeas corpus” e o “teste de idoneidade e honestidade com aspirantes ao serviço público” e assim por diante.

As alterações que os DESTAQUES patrocinados pelos vossos partidos fizeram ao texto-base votado e aprovado por unanimidade na Comissão Especial que, por quatro meses, analisou as medidas provenientes do MPF, desfiguraram, enfraqueceram e descaracterizaram aquilo que era a vontade da maioria da população brasileira!

Vossas Exas. já deveriam ter percebido que não há, no presente momento, nenhum clamor, nenhum apelo da opinião pública para que se “enquadre” o Poder Judiciário no Brasil!
A maior parte da população brasileira não está preocupada nem está exigindo do Congresso Nacional medidas de restrição ou vigilância sobre o Poder Judiciário! Pelo contrário, jamais na história deste País, se viu uma população tão orgulhosa e feliz com a atuação desse poder que, finalmente, está conseguindo fazer justiça não somente aos pequenos e pobres, mas aos poderosos e grandes desta nação!

De fato, há razão dois ilustres e renomados intelectuais deste País, que concederam entrevista há alguns dias a um cotidiano de São Paulo (cf. clicando aqui): não “caiu a ficha” da classe política brasileira!
Vossas Exas. não querem se dar conta da vossa impopularidade e da aversão e desprezo que a maioria absoluta da população do Brasil nutre por vós, infelizmente!

Vossos nomes estão registrados para o futuro e para a História!
Não pensem que o vosso voto, na madrugada desta quarta-feira (30 de novembro) passará inobservado e impune!
A memória pode ser fraca e deficiente, mas será reavivada no momento certo quando V. Exas. se apresentarem novamente solicitando os nossos votos!
O tempo vos ensinará e ele sempre foi e será o melhor dos mestres!

Atenciosamente,

Pe. Telmo José Amaral de Figueiredo
São Paulo – SP

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