«Daqui a alguns anos estarás mais arrependido pelas coisas que não fizeste do que pelas que fizeste. Solta as amarras! Afasta-se do porto seguro! Agarra o vento em suas velas! Explora! Sonha! Descubra!»

(Mark Twain [1835-1910] – escritor e humorista norte-americano)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A Igreja não é um estacionamento

Papa pede para não ficar “estacionado”,
mas lutar pelo bem

Domenico Agasso Jr.
Vatican Insider
17-01-2017

“Estejam atentos que a água parada, essa que não corre,
é a primeira que apodrece”
PAPA FRANCISCO
Pregando na Capela Santa Marta, casa onde reside no Vaticano

Os cristãos não devem ser preguiçosos. Nem ficar parados. Cuidado com ficar “estacionado” na Igreja. Ou com “viver na geladeira para que tudo permaneça assim”. É preciso ser corajoso, com esperança e com a capacidade de suportar momentos difíceis. É preciso lutar pelo bem. É o apelo que o Papa Francisco fez nesta terça-feira na homilia da missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano.

A vida do cristão é valorosa, disse Francisco ao refletir sobre a Carta aos Hebreus da liturgia do dia. O zelo de que se fala, a coragem necessária para seguir adiante, deve ser a nossa atitude diante da vida, como fazem aqueles que treinam no estádio para vencer. Mas esta Carta fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geladeira” – sintetizou o Pontífice – “para que tudo permaneça assim”.

“Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de seguir adiante, os cristãos que não lutam para fazer com que as coisas mudem, as coisas novas, as coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as seguranças possíveis. Estes cristãos parados me fazem pensar uma coisa que quando era pequeno os nossos avós nos diziam: ‘Estejam atentos que a água parada, essa que não corre, é a primeira que apodrece’”.

O que torna os cristãos corajosos é a esperança; ao passo que os “cristãos preguiçosos” não têm esperança, são “aposentados” – disse o Papa Bergoglio –, e é bom se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – acrescentou – “passar a vida toda aposentado é ruim”. Pelo contrário, a esperança é a âncora à qual se agarrar para lutar também nos momentos difíceis.

“Essa é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não decepciona, que vai além. E disse: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e estamos presos à corda, mas ali, andando ali. Esta é a nossa esperança. Não devemos pensar: ‘Sim, mas, existe o céu, ah que bonito, eu permaneço...’. Não. A esperança é lutar, agarrado à corda, para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamento! Talvez é a virtude menos entendida, mas é a mais forte. A esperança: viver em esperança, viver de esperança, sempre olhando adiante com coragem. ‘Sim, padre – alguém de vocês pode me dizer –, mas há momentos difíceis, onde tudo parece escuro, o que devo fazer?’ Agarre-se à corda e suporte”.

O Bispo de Roma observou ainda que “a nenhum de nós a vida é dada de presente”, razão pela qual devemos, ao contrário, ter a coragem de seguir em frente e suportar. Os cristãos corajosos erram tantas vezes, mas “todos erram” – disse o Papa; “erra-se quando se vai adiante”, enquanto que “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar porque tudo está escuro, fechado, é preciso suportar, ter constância”.

Concluindo, Francisco convidou para nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes amplos e se nos momentos difíceis somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não decepciona.

“Perguntemo-nos: como eu sou?
Como é a minha vida de fé?
É uma vida de horizontes de esperança, de coragem, de seguir adiante?
Ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os momentos difíceis?
E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração de Coleta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olham somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça e olhar para Ele. Que o Senhor nos dê essa graça”.

Traduzido do italiano por André Langer.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – Notícias – Quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 – Internet: clique http://www.ihu.unisinos.br/564065-o-papa-pede-para-nao-ficar-estacionado-na-igreja-mas-lutar-pelo-bem.

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