«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

É POSSÍVEL ACHAR ISSO NORMAL?!

8 bilionários têm juntos mais dinheiro que a
metade mais pobre do mundo

BBC Brasil

Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as
3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta,
segundo a ONG britânica Oxfam*
Da esquerda para a direita, o clube dos homens mais ricos do mundo:
Bill Gates, Amancio Ortega, Warren Buffett, Carlos Slim, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg,
Larry Ellison e Michael Bloomberg

A organização de assistência social afirmou que a comparação, questionada por críticos, é resultado de uma coleta mais precisa de dados, e que o fosso entre ricos e pobres se revelou "bem maior do que temia".

A divulgação do relatório da ONG coincide com o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Mark Littlewood, do centro de estudos londrino Institute of Economic Affairs, disse que a Oxfam deveria se concentrar em sugestões para elevar o crescimento.

"Como uma organização 'antipobreza', a Oxfam parece estranhamente preocupada com os ricos", afirmou o diretor-geral do centro de estudos, conhecido pela defesa da economia de mercado. [“Estranho” é alguém achar normal tamanha desigualdade e disparidade de concentração de riqueza no mundo!]

Ben Southwood, chefe de pesquisa do Adam Smith Institute, outro centro de estudos de tendência conservadora, disse que não é o poder aquisitivo dos ricos que importa, mas o bem-estar dos pobres, que estaria aumentando a cada ano.
           
"Todo ano somos induzidos a erro pelas estatísticas de riqueza da Oxfam. Os dados são ok - vêm do (banco) Credit Suisse - mas a interpretação não é", afirmou.

Encontro de elite

O evento anual em Davos, um resort de esqui na Suíça, atrai muitos líderes políticos e empresários globais.

Katy Wright, chefe de assuntos globais da Oxfam, afirmou que o relatório ajuda a organização a "desafiar as elites econômicas e políticas".

"Não nos iludimos e sabemos que Davos nada mais é do que um mercado de palestras para a elite mundial, mas tentamos usar esse foco", acrescentou.

O economista britânico Gerard Lyons afirmou que o foco na riqueza extrema "nem sempre mostra toda a situação" e que deveriam haver esforços para "garantir que o bolo econômico esteja crescendo".

Contudo, ele disse considerar que a Oxfam está certa ao destacar companhias que podem estar alimentando a desigualdade com modelos de negócio "focados em gerar lucros cada vez maiores para donos ricos e executivos de ponta".

Wright, da Oxfam, afirmou que a desigualdade econômica está dando combustível para uma polarização na política, citando como exemplos a eleição de Donald Trump nos EUA e a saída do Reino Unido da União Europeia.

Fatia justa

"As pessoas estão insatisfeitas e cobrando alternativas. Sentem-se deixadas para trás porque trabalham duro e não conseguem aproveitar o crescimento do país", disse a diretora da ONG.

A Oxfam defende uma "economia mais humana", e pressiona governos a combater a evasão fiscal e os lucros excessivos de executivos, com maior taxação da riqueza. [Exatamente o caminho inverso daquele que Donald Trump, o novo presidente dos Estados Unidos, pretende! Seria por acaso que ele é “bilionário”?]

Também reivindica que líderes empresariais paguem "uma fatia justa de impostos" e ofereçam a seus funcionários quantias superiores aos salários mínimos dos países.

A ONG britânica produziu relatórios semelhantes nos últimos quatro anos. Em 2016, calculou que as 62 pessoas mais ricas do mundo detinham tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população da Terra.

O número caiu para apenas oito neste ano porque há dados mais precisos, afirmou a Oxfam.

E ainda vale a afirmação, segundo a organização, de que a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial equivale à riqueza dos 99% restantes.


Os oito bilionários mais ricos do mundo

1. Bill Gates (EUA): cofundador da Microsoft - US$ 75 bilhões
2. Amancio Ortega (Espanha): fundador da Inditex, da Zara - US$ 67 bilhões
3. Warren Buffett (EUA): maior acionista da Berkshire Hathaway - US$ 60,8 bilhões
4. Carlos Slim Helu (México): dono do Grupo Carso - US$ 50 bilhões
5. Jeff Bezos (EUA): fundador e principal executivo da Amazon - US$ 45,2 bilhões
6. Mark Zuckerberg (EUA): cofundador e principal executivo do Facebook - US$ 44,6 bilhões
7. Larry Ellison (EUA): cofundador e principal executivo da Oracle - US$ 43,6 bilhões
8. Michael Bloomberg (EUA): cofundador da Bloomberg LP - US$ 40 bilhões

Fonte: Revista Forbes, março de 2016

Doadores

Alguns dos bilionários da lista já doaram boa parte de suas fortunas. Em 2000, Bill Gates e sua mulher, Melinda, criaram uma fundação privada que já distribuiu mais de US$ 44 bilhões.

Em 2015, Mark Zuckerberg e sua mulher, Priscilla Chan, prometeram doar 99% de sua riqueza ao longo de suas vidas, o que equivalia à época a US$ 45 bilhões.

É preciso ter renda e ativos estimados em US$ 71,6 mil (cerca de R$ 229 mil) para alcançar os 10% mais ricos do mundo, e US$ 744,3 mil (cerca de R$ 2,3 milhões) para figurar entre o 1% mais abastado.

O relatório da Oxfam é baseado em dados da revista de negócios Forbes e em um relatório do banco Credit Suisse sobre distribuição da riqueza global desde o ano 2000.

A pesquisa usa o valor dos ativos, principalmente bens e terras, menos dívidas, para determinar as "posses" das pessoas em questão. Os dados excluem salários e rendimentos.

* A Oxfam International é uma confederação de 17 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais. Sob o nome de Oxford Committee for Famine Relief (Comitê de Oxford de Combate à Fome), foi fundada em Oxford, Inglaterra, em 1942 por um grupo liderado pelo cônego Theodore Richard Milford (1896-1987) e constituído por intelectuais quakers, ativistas sociais e acadêmicos de Oxford. Seu objetivo inicial foi o de convencer o governo britânico a permitir a remessa de alimentos às populações famintas da Grécia, então ocupada pelos nazistas e submetida ao bloqueio naval dos aliados (Fonte: Wikipédia).

Fonte: BBC Brasil – Segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 – Internet: clique aqui.

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