«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O que fazer com crianças em férias?

Algumas dicas e ideias bem práticas

Rosely Sayão
Psicóloga e Consultora de Educação

A convivência da criança com avós, tios e tias e demais
parentes é enriquecedora

As crianças estão em férias e muitos pais não estão, ou seja, continuam no trabalho. Como resolver essa questão?

Há um grupo de pais, privilegiados, que conta com uma rede social real que cuida e acolhe a criançada, alternando-se nos dias da semana. São avós, tias e tios, parentes de um modo geral, amigos e vizinhos.

Essa é uma das melhores soluções para as crianças. Elas sentem-se protegidas afetivamente e ainda têm a oportunidade de conviver com pessoas com diferentes estilos de dar afeto, de viver em ambientes diversos e com normas que não são as mesmas que conhecem e ganham a oportunidade de viver aventuras que não costumam viver em casa.

Algumas dessas famílias acolhedoras levam as crianças para a cozinha, outras improvisam uma tenda na sala, e assim por diante. Quais crianças não apreciam esses dias diferentes e gostosos que irão fazer parte de sua memória afetiva?

Há um grupo de pais que, mesmo tendo uma rede de parentes e amigos, prefere não deixar as crianças com eles, por dois motivos.

O primeiro é que alguns acreditam que deixar os filhos com essas famílias atrapalha a vida delas. É bom saber que não atrapalha, se foi ofertado verdadeiramente, o que sempre é possível perceber. Além disso, não deixa os pais em dívida, porque ficar com um grupo de crianças - que não são filhos - em casa por alguns dias é uma experiência enriquecedora para os adultos! E a gratidão dos pais é o que há de melhor a oferecer!

O segundo motivo é que esses pais preferem que o filho aproveite melhor seu tempo de férias fazendo cursos, dos mais diversos, e muitos deles oferecidos pela própria escola que o filho frequenta. Não! Ter compromissos, por mais agradáveis que possam ser no início, acaba por tornar-se uma responsabilidade que anula o efeito que as férias devem ter para as crianças.

Há também pais que têm a sorte de um deles poder tirar suas férias no mesmo período que os filhos e ficam em casa. Mas muitos - em geral, a mãe - se desesperam porque pensam que precisam criar a cada dia uma programação diferente com os filhos. O melhor é deixar que a própria criança encontre o que fazer em casa.

É preciso saber que isso não é fácil, porque elas vivem conduzidas o tempo todo e, portanto, nem sabem do que gostam, tampouco costumam usar a criatividade e a imaginação que têm para inventar o que fazer.

Ficam entediadas e atrás da mãe o dia todo, perguntando o que devem fazer. É bom deixá-las ficar nesse tédio por um período. Depois, ele passa a ser ócio, e é bom para a criança ficar ociosa por um período, porque a coloca em estado de criar experiências que permitirão que ela aproveite muito!

Além disso, há algo que também precisa ser feito: a sociedade civil deve se organizar para envolver o Estado e as empresas, para que também eles se responsabilizem com as crianças em férias.

A maioria das empresas tem condições de oferecer um local para os filhos dos funcionários ficarem e se entreterem uns com os outros, tutelados por adultos preparados e responsáveis. E o Estado precisaria também oferecer esse serviço. É uma questão de responsabilidade social!

As crianças não são responsabilidade apenas dos pais: são responsabilidade de cada um de nós, tanto como pessoas físicas quanto jurídicas! É o nosso futuro que está em jogo, afinal.

Fonte: Folha de S. Paulo – Colunistas – Sábado, 3 de janeiro de 2017 – 02h00 (Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.

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