«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PMDB: o partido que tem o poder!

O poder de verdade

Carlos Melo
Cientista Político e Professor do Insper (SP)

Desde a redemocratização, em 1985, o PMDB elegeu presidentes do Senado
em 15 ocasiões; terminada a atual Legislatura, em 2019, terão decorrido
30 anos de poder, em 34 possíveis
EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB-Ceará)

Desde a redemocratização, em 1985, o PMDB elegeu presidentes do Senado em 15 ocasiões; terminada a atual Legislatura, em 2019, terão decorrido 30 anos de poder, em 34 possíveis. A pequena interrupção se deu pelas mãos de Antônio Carlos Magalhães (PFL/DEM, rei da Bahia), em duas oportunidades, e uma rápida interinidade – de Tião Viana (PT), em razão da renúncia de Renan Calheiros, já naquele tempo enredado num escândalo.

Pode-se dizer que aquela presidência é um monopólio peemedebista. Na imensa maioria dos casos, os presidentes do Senado são provenientes do Nordeste – talvez, com justiça como compensação ao predomínio do Sudeste e do Sul, na Câmara. O fato é que os dois maiores colégios eleitorais do País – São Paulo e Minas Gerais – não fizeram sequer um presidente nesse período. Eunício Oliveira não foge desse figurino.

O Senado se distingue da Câmara pelo menor número de parlamentares, a serenidade e a senioridade da maioria de seus membros e a cordialidade característica de seus corredores. A Casa é uma espécie de contrapeso aos arroubos dos deputados; a maioria dos senadores age como um colchão de proteção para os sucessivos governos.

Estes dados são reveladores da distribuição do poder político no País e há lógica nisso: o PMDB bem sabe como cobrar pela importância e o papel que assume. A proteção que oferece resulta em cargos, verbas e poder decisório nos ministérios, nas autarquias, nas estatais. Instrumentos que na sequência favorecerão a reeleição de senadores, a formação de uma grande bancada e perpetuando o ciclo.

É sintomático que durante o período o partido tenha eleito apenas Tancredo Neves – ainda assim pela via indireta, em 1985; tendo o presidente nem sequer assumido o mandato. Basicamente, o PMDB não disputa a Presidência, o que não lhe impede de não ocasionalmente assumir também o Executivo. Isto tudo é revelador do modo como é a política nos bastidores, nos conchavos, nos acertos e na força das maiorias parlamentares. Os holofotes das eleições presidenciais sobre candidatos ao Executivo brilham muito, mas contam pouco

Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Política / Análise – Quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 – 05h00 (Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.

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