«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sábado, 22 de abril de 2017

2º Domingo de Páscoa – Ano A – Homilia

Evangelho: João 20,19-31

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: «A paz esteja convosco».
20 Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21 Novamente, Jesus disse: «A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio».
22 E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: «Recebei o Espírito Santo.
23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos».
24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.
25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: «Vimos o Senhor!». Mas Tomé disse-lhes: «Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei».
26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
27 Depois disse a Tomé: «Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel».
28 Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!».
29 Jesus lhe disse: «Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!».
30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro.
31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

JOSÉ ANTONIO PAGOLA 

JESUS SALVARÁ A IGREJA

Aterrorizados pela execução de Jesus, os discípulos se refugiam em uma casa conhecida. De novo estão reunidos, porém não está com eles Jesus. Na comunidade há um vazio que ninguém pode preencher. Falta-lhes Jesus. A quem seguirão agora? O que poderão fazer sem ele? «Está anoitecendo» em Jerusalém e também no coração dos discípulos.

Dentro da casa, estão «com as portas fechadas». É uma comunidade sem missão e sem horizonte, encerrada em si mesma, sem capacidade de acolhida. Ninguém mais pensa em sair pelos caminhos a anunciar o Reino de Deus e curar a vida. Com as portas fechadas não é possível aproximar-se ao sofrimento das pessoas.

Os discípulos estão repletos de «medo dos judeus». É uma comunidade paralisada pelo medo, em atitude defensiva. De todos os lados, vêm hostilidade e rejeição. Com medo não é possível amar o mundo como o amava Jesus, nem infundir em ninguém ânimo e esperança.

Imediatamente, Jesus ressuscitado toma a iniciativa. Vem resgatar os seus seguidores. «Entra na casa e se põe no meio deles». A pequena comunidade começa a transformar-se. Do medo passam à paz que lhes infunde Jesus:
* Da obscuridade da noite, passam à alegria de voltar a vê-lo cheio de vida.
* Das portas fechadas passarão, em seguida, à abertura da missão.

Jesus lhes fala, pondo naqueles pobres homens toda a sua confiança: «Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio». Não lhes diz de quem devem se aproximar, o que devem anunciar nem como devem de atuar. Já devem ter aprendido isso de Jesus pelos caminhos da Galileia. Seus seguidores serão no mundo aquilo que ele foi.

Jesus conhece a fragilidade de seus discípulos. Muitas vezes, criticou-lhes sua fé pequena e vacilante. Necessitam da força de seu Espírito para cumprir sua missão. Por isso, faz com eles um gesto especial. Não lhes impõe as mãos nem lhes bendiz como aos enfermos. Sopra sobre eles e lhes diz: «Recebei o Espírito Santo».

Só Jesus salvará a Igreja.

Somente ele nos libertará dos medos que nos paralisam, romperá os esquemas chatos nos quais pretendemos fechá-lo, abrirá tantas portas que fomos fechando ao longo dos séculos, direcionará tantos caminhos que nos desviaram dele.

Aquilo que se exige de nós hoje, é reavivar muito mais em toda a Igreja a confiança em Jesus ressuscitado, mobilizar-nos para colocá-l0, sem medo, no centro de nossas paróquias e comunidades, e concentrar todas nossas forças em escutar bem o que seu Espírito nos está dizendo hoje aos seus seguidores e seguidoras.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fonte: Sopelako San Pedro Apostol Parrokia – Sopelana – Bizkaia (Espanha) – J. A. Pagola – Ciclo A (Homilías) – Internet: clique aqui.

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