«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.»

(Aristóteles [384 a.C. – 322 a.C.] – filósofo grego, discípulo de Platão)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Igreja Católica preocupada com a situação do país!

Descrença pode levar a solução radical na política,
diz presidente da CNBB

Anna Virginia Balloussier
Enviada especial a Aparecida (SP)
DOM SERGIO DA ROCHA

Num momento em que "o fisiologismo político leva a barganhas sem escrúpulos", a ideia pode soar sedutora. Mas não nos deixei cair em tentação e eleger "salvadores da pátria": eis a tônica da nota oficial que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou na quinta (4 de maio), último dos dez dias de sua anual Assembleia-Geral.

Leia esta nota na íntegra, ao final desta entrevista.

"Com o exercício desfigurado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos [...] favorece a ascensão de salvadores da pátria", diz o texto.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da principal entidade católica do país, o arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, fala sobre riscos que pairam sobre a sociedade: o vácuo político que periga gerar "soluções antidemocráticas", as reformas tocadas pelo governo Michel Temer e a "privatização da fé".

Pergunta: A CNBB pediu cautela com "salvadores da pátria". Alguém específico vem à mente?

D. Sergio da Rocha: Partimos deste contexto de crise ética, com todas as denúncias de corrupção levando ao descrédito da política. Compreendemos essa reação, mas sabemos da importância da política na democracia. O risco, quando se cai na descrença pura e simples, são soluções antidemocráticas, radicais, violentas.

O que acha dos que se autoproclamam antipolíticos, como João Doria e Donald Trump?

D. Sergio da Rocha: Não é que a gente esteja fugindo da questão, mas não nos pronunciamos sobre pessoas ou governos. Agora, não é possível governar uma cidade, um Estado, um país sem de fato uma perspectiva política clara – de alguma maneira dialogar com os partidos. Temos insistido que não basta a negociação entre partidos e governo, [é preciso] sempre escutar as ruas.

A CNBB critica as reformas previdenciária e trabalhista.

D. Sergio   da Rocha: No dia 1º de maio tivemos uma mensagem sobre o risco de perda de direitos trabalhistas e de precarização das relações de trabalho. Insistimos no diálogo amplo, mas também nas manifestações [a CNBB apoiou a greve-geral de 28/4], desde que sejam pacíficas. No momento há muita agressividade em redes sociais, nas ruas e até mesmo dentro de uma família.

Quando a CNBB se posicionou contra as reformas, virou alvo de ódio nas redes sociais?

D. Sergio da Rocha: É natural que qualquer pronunciamento, numa sociedade tão plural, tenha reações das mais diversas [na internet, comentários como "eles se escondem atrás das classes pobres, mas são podres de ricos" e "comunista de batina!"]. É o grande desafio de hoje: não responder violência com violência. A gente tem que conservar esta atitude, que será ainda mais importante no ano eleitoral, de olhar quem pensa diferente não como inimigo, mas como alguém com opinião própria que deve ser respeitada.

Por falar em 2018, qual será a orientação da Igreja para seus membros durante a eleição?

D. Sergio da Rocha: Procuramos orientar sem jamais interferir indevidamente. Primeiro porque a CNBB não tem posição político-partidária. Segundo porque não queremos substituir a consciência de ninguém. Com tantos escândalos por aí, o primeiro tribunal deve ser a consciência do eleitor, e ela terá que ser redobrada. Se a gente tivesse um voto mais consciente, daríamos menos trabalho à Justiça eleitoral.

Em 2010, dom Luís Gonzaga Bergonzini (1936-2012), bispo emérito de Guarulhos, militou contra Dilma. Em 2014, um padre do Mato Grosso fez campanha contra "PT e comunismo". Como a CNBB lidará com situações afins em 2018?

D. Sergio da Rocha: Como instituição, o clero não pode ter atuação político-partidária. Isso é muito claro. Quando esse problema ocorre, compete ao bispo local – ao contrário do que se pensa, não é tudo centralizado no papa e muito menos na CNBB – avaliar o caso.

Em carta a Temer, o senhor pediu a indicação de Ives Gandra Martins Filho, dono de visões ultraconservadoras (em artigo de 2012, defendeu que a mulher seja submissa ao marido; também já disse que homossexualidade é “antinatural”), ao Supremo Tribunal Federal. Crê que, como presidente da CNBB e arcebispo de Brasília, deveria influenciar esse processo?

D. Sergio da Rocha: A carta foi estritamente pessoal. Não se tratava de uma indicação pública. Não foi feita em nome da CNBB nem da Arquidiocese de Brasília. O que deve ser questionado não é a indicação feita por um cidadão, ou mesmo que ela tivesse sido feita por uma entidade, mas sim a participação da sociedade civil no processo de escolha de um ministro da Suprema Corte. Penso ser importante colocar em pauta os critérios e o procedimento para a escolha de ministros do STF, pois, como temos visto, o papel do Judiciário é de fundamental importância para a ordem democrática do País, especialmente quando ocorrem crises como a que estamos passando.

Em nota, a CNBB afirma que o Estado não deve se submeter ao mercado e critica a "economia globalizada". Acredita que a chamada onda neoliberal esteja de volta? Por que, aos olhos da Igreja, ela é nociva?

D. Sergio da Rocha: A nota apresentada foi elaborada e aprovada pela Assembleia da CNBB, com o título "O Grave Momento Nacional" [leia esta nota abaixo]. Ela mesma responde a sua pergunta, quando se refere a uma economia que "dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho". A afirmação é de cunho ético. O alerta é para que as decisões no âmbito da política econômica não impliquem na "submissão ao mercado", isto é, na tomada de decisões em função do mercado, em detrimento da justiça social, dos direitos da população. Quanto à "onda neoliberal", é preciso estar alerta para não se perder direitos conquistados ou excluir os pobres e fragilizados dos projetos políticos.

O senhor se reuniu com o presidente em março. Como foi?

D. Sergio da Rocha: Dialogamos com os vários governos, os três Poderes - a presidente do Supremo Tribunal Federal [Cármen Lúcia], o Congresso. Claro que tivemos um momento com Temer. Apresentamos aquilo que nos preocupava. E, quando nos pronunciamos contra [suas reformas], isso não vem de agora. Em governos passados aconteceu o mesmo. Fomos contra o ajuste fiscal [em 2015, na era Dilma Rousseff].

Em delação, o marqueteiro João Santana disse que evitava usar Temer [na época vice] na campanha de 2014 porque eleitores o associavam ao satanismo. Em 1985, FHC teria perdido a eleição à Prefeitura de SP por dar a entender que era ateu. É importante, num país de maioria cristã, que seus representantes o sejam?

D. Sergio da Rocha: Olha, respeitamos muito as opções de cada pessoa no âmbito religioso. Graças a Deus, a postura da Igreja tem sido de profundo respeito pela pluralidade religiosa.

Inclusive os sem religião?

D. Sergio da Rocha: Sim, também com os que têm postura religiosa diferente. Agora, isso não significa que não consideramos que seja importante a fé, e particularmente a fé cristã. Tanto consideramos que somos Igreja, sou bispo. Um cuidado: vivemos um momento em que a fé, para muitos, está relegada ao âmbito privado, uma espécie de privatização da fé. Não podemos admitir isso. A fé tem implicações sociais.

Especulou-se muito sobre por que o papa não vem ao Brasil para os 300 anos de Aparecida, em outubro. Em 2013, disse que viria. Em carta a Temer, Francisco fala de crise e critica "soluções amargas" que afetariam "os mais pobres". Foi uma crítica à atual gestão?

D. Sergio da Rocha: Recebemos a notícia em outubro de 2016, quando o visitamos em Roma. Ele deixou claro que não viria por motivo de agenda. Compreendemos que o povo brasileiro deseja a presença do papa, que o próprio presidente queira convidá-lo. Mas temos que compreender que o papa precisa olhar para o conjunto da Igreja. Ele jamais [insinuou] a nós que não viria por causa do contexto que estamos vivendo.
PAPA FRANCISCO BEIJANDO A IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA

O papa tem sofrido ataques de conservadores da Igreja, como ao aceitar a comunhão de divorciados em segunda união.

D. Sergio da Rocha: Trata-se de um documento que o papa publicou, "Amoris Laetitia", que pede que Igreja dê atenção especial a esses casais que não conseguiram o ideal proposto pela Igreja no matrimônio. Não é que o papa tenha relativizado, deixado cada um fazer o que quer. Um público tem questionado o papa. Isso é claro que tem causado dificuldades. O papa continua sua caminhada com a serenidade de sempre. Mas infelizmente algumas das manifestações não são adequadas, às vezes [até] desrespeitosas. Não é possível estar mais ou menos unido ao papa. A Igreja no Brasil está com o papa.

Pesquisa Datafolha mostra que os evangélicos já são 30% do país – e que 44% deles eram ex-católicos. Isso preocupa a Igreja?

D. Sergio da Rocha: É claro que olhamos de modo especial os católicos que não participam do dia a dia da Igreja. Agora, não quer dizer que as igrejas estejam vazias. Nosso grande desafio tem sido construir igrejas, dificuldade até para achar locais, e não fechar, vender igreja porque não tem gente nela. Nossa preocupação maior não são os que já vivem a fé, ainda que em outras igrejas, mas com quem não conhece a palavra de Deus. Hoje não é mais como em outro tempo, em que as pessoas eram batizadas pura e simplesmente porque todo mundo era. Hoje elas têm opções, então é importante mostrar como a fé é bonita.

Uma esquete famosa do grupo de humor Porta dos Fundos mostra um padre penando para reter fiéis atraídos por cultos-espetáculos de igrejas neopentecostais. Há preocupação em modernizar as missas?

D. Sergio da Rocha: Veja bem, é um tema delicado. Temos que entender que hoje não é só a sociedade que é bastante plural. Dentro da própria igreja há uma postura mais diversificada. Uma pessoa busca a missa com mais canto e animação, outra, com maior tranquilidade. O ideal seria não haver excessos.

A própria Canção Nova [comunidade carismática dentro da Igreja] tem o projeto Jovens Sarados, "academia para a sua alma".

D. Sergio da Rocha: Tem muita coisa voltada a jovens que vai além da missa – que não é o único espaço em que se tem oportunidade de evangelizar.

Qual será a importância dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida?

D. Sergio da Rocha: Nós vamos resgatar a história dos três pescadores [que encontraram duas partes de uma estatueta da futura padroeira do Brasil, o corpo e a cabeça, no rio Paraíba do Sul, em 1717], que tem muito a ensinar. Quando o papa veio à Aparecida [em 2013], e é bom lembrar que ele esteve aqui, duas frases suas que marcaram bastante: "Deixar-se surpreender por Deus" e "jamais perder a esperança". Aqueles pescadores estavam num momento difícil. Pescavam não por esporte. Estavam necessitando de uma pesca abundante e não conseguiam. Em vez de peixe, encontram uma imagem muito simples, e ainda por cima quebrada. Ora, eles não desanimam, valorizam aquela imagem. Foram surpreendidos por Deus. Fala-se depois de pesca abundante. A imagem se torna um sinal do amor de Deus na vida deles.

QUEM É DOM SERGIO DA ROCHA?

ORIGEM
Nasceu em Dobrada (SP), em 17/10/59 (57 anos)

NA IGREJA
Em 2001, foi nomeado pelo papa João Paulo 2º como bispo auxiliar em Fortaleza. Dez anos depois, Bento 16 o indicou como arcebispo Metropolitano de Brasília (DF). No ano passado, tornou-se cardeal no papado de Francisco. Preside a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 2015.

NA ACADEMIA
Formou-se teólogo na PUC-Campinas. É doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. 
DOM LEONARDO ULRICH STEINER
Secretário-Geral da CNBB

O GRAVE MOMENTO NACIONAL

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mateus 6,33)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI, Caritas in Veritate, 9).

O que está acontecendo com o Brasil?

Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes:
* violência contra a pessoa e a vida, contra a família,
* tráfico de drogas e outros negócios ilícitos,
* excessos no uso da força policial,
* corrupção,
* sonegação fiscal,
* malversação dos bens públicos,
* abuso do poder econômico e político,
* poder discricionário dos meios de comunicação social,
* crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50, Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)

O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população. É preciso construir uma democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves consequências para o bem do povo brasileiro.

É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.

Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por negar a primazia do ser humano sobre o capital (cf. Evangelii Gaudium, nn. 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa Francisco, que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium, n. 58).

O desenvolvimento social, critério de legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência, que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência:
* a impunidade;
* os crescentes conflitos na cidade e no campo;
* o desemprego;
* a desigualdade social;
* a desconstrução dos direitos de comunidades tradicionais;
* a falta de reconhecimento e demarcação dos territórios indígenas e quilombolas;
* a degradação ambiental;
* a criminalização de movimentos sociais e populares;
* a situação deplorável do sistema carcerário. É preocupante, também,
* a falta de perspectivas de futuro para os jovens.
* Igualmente desafiador é o crime organizado, presente em diversos âmbitos da sociedade.

Nas cidades, atos de violência espalham terror, vitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado. Ocorridos recentemente, o massacre de trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana, no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição dos responsáveis.

No esforço de superação do grave momento atual, são necessárias reformas, que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei. Da Mídia espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.

Não há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade. Por isso, urge a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista (…). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco, Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais: 24 de abril de 2017).

O povo brasileiro tem coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada.

A CNBB está sempre à disposição para colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemos e conclama os católicos e as pessoas de boa vontade a participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que queremos.

No Ano Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus nos abençoe!

Aparecida – SP, 3 de maio de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: Folha de S. Paulo – Poder – Domingo, 7 de maio de 2017 – 02h00 – Internet: clique aqui.

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