«No regime neoliberal da autoexploração a agressão é dirigida contra si mesmo. Esta autoagressividade não converte o explorado em revolucionário, mas em depressivo.»

(Buyng-Chul Han [Seul, 1959] – filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade das Artes de Berlim, Alemanha)

Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; estou reiniciando o meu Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

domingo, 11 de junho de 2017

Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A – Homilia

Evangelho: João 3,16-18

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

JOSÉ MARÍA CASTILLO
Teólogo espanhol

A fé da Igreja professa que no Deus único e verdadeiro, no qual nós cristãos cremos, há três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta forma de entender Deus se afirma expressamente, pela primeira vez, no «Credo» do 1º Concílio de Constantinopla (ano 381). Por isso, o Credo deste concílio tem uma estrutura trinitária (Cf.: DENZINGER; HÜNERMANN. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. São Paulo: Edições Loyola, Paulinas Editora, 2007, nº. 150). É de conhecimento que o Credo deste concílio não foi aceito como Credo da missa até o 3º Concílio de Toledo (ano 589) (Cf.: Idem, nº 109).

Que o Filho é igual, na divindade, ao Pai, foi definido no Concílio de Niceia (ano 325). E a divindade do Espírito Santo, no ano 381. Sabe-se que nesses concílios, tiveram uma influência importante os imperadores Constantino I (Niceia) e Teodósio I (Constantinopla). O chamado «cesaropapismo», ou seja, a intromissão dos imperadores na teologia, resultou mais forte do que alguns suspeitam. Era o tempo do afundamento do Império Romano. E os imperadores necessitavam de uma religião forte e unida, algo que encontraram na Igreja e em seus dogmas. Isto não retira a credibilidade de tais dogmas. Porém, indica que é necessário estudá-los a fundo e conhecer a correta interpretação que os textos dogmáticos necessitam.

Seguindo a conhecida distinção que fez Karl Rahner (teólogo jesuíta alemão: 1904-1984), não é o mesmo a trindade de Deus em si mesmo (Trindade «imanente») que a trindade de Deus em sua comunicação com o homem (Trindade «econômica»). Da primeira [«imanente»] não podemos saber com segurança em que consiste, uma vez que Deus é o Transcendente e seu ser e natureza está fora de nosso alcance.

Sabemos, pelo Novo Testamento, que Deus se comunicou conosco como PAI, que nos ama; como FILHO, que nos revela o Pai e nos traça o caminho da salvação; como ESPÍRITO, que nos dá a força que necessitamos e nos comunica o significado da revelação em cada tempo e situação. Porém, quando nos relacionamos com Deus, o determinante não são os «conceitos», mas a «experiência» que temos d’Ele. A qual se traduz nas convicções que guiam nossa vida.

Frequentemente ocorre que, nas coisas de Deus, temos conceitos equivocados porque nossa experiência desse Deus anda também equivocada. O que importa, é que experimentemos e sintamos Deus como Pai, a Jesus como a luz e o caminho que nos guia com a força e a liberdade do Espírito Santo.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fonte: José María Castillo. La Religión de Jesús: comentario al Evangelio diario – Ciclo A (2016-2017). Bilbao: Desclée De Brouwer, 2016, páginas 260-261.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.