«Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela.»

(Albert Einstein [1879-1955] – físico teórico alemão, um dos mais ilustres cientistas do mundo)

Quem sou eu

Jales, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sábado, 14 de outubro de 2017

28º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

Evangelho: Mateus 22,1-14

Naquele tempo:
1 Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo,
2 dizendo: «O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho.
3 E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir.
4 O rei mandou outros empregados, dizendo: “Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!”.
5 Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios,
6 outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.
7 O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles.
8 Em seguida, o rei disse aos empregados: “A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela.
9 Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes.”
10 Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados.
11 Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa
12 e perguntou-lhe: “Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?”. Mas o homem nada respondeu.
13 Então o rei disse aos que serviam: “Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes”.
14 Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos.»

JOSÉ ANTONIO PAGOLA

O CONVITE DE DEUS

Ao que parece, a parábola do banquete foi muito popular entre as primeiras gerações cristãs, e foi aproveitada em Lucas, Mateus e, inclusive, no evangelho apócrifo de Tomé. As versões são tão diferentes e as aplicações que se extraem tão diversas que somente podemos nos aproximar dos elementos essenciais do relato original.

Deus está preparando uma festa final para todos os seus filhos, pois quer ver todos sentados junto a ele ao redor da mesma mesa, desfrutando para sempre de uma vida plena. Esta foi certamente uma das imagens mais amadas por Jesus para «sugerir» o final último da existência. Não se contentava somente em dizer isso com palavras. Ele sentava-se à mesa com todos, e comia até com pecadores e indesejáveis, pois queria que todos pudessem ver concretamente algo daquilo que Deus desejava realizar.

Por isso, Jesus entendeu sua vida como um grande CONVITE em nome de Deus. Não impunha nada, não pressionava ninguém. Anunciava a boa notícia de Deus, despertava a confiança no Pai, deixava os medos, acendia o desejo de Deus. A todos devia chegar o seu convite, sobretudo, aos mais necessitados de esperança.

Jesus era realista. Sabia que o convite poderia ser rejeitado. Na versão de Mateus, descrevem-se diversas possibilidades. Uns recusam o convite de modo consciente: «não quiseram vir». Outros respondem com indiferença: «não deram a menor atenção». Importavam-se mais com suas terras e negócios. Houve aqueles que reagiram de maneira hostil contra os empregados do rei.

Muitos são os homens e mulheres que não mais escutam o chamado de Deus. Basta-lhes responder de si mesmos para si mesmos. Sem ser, talvez, muito conscientes disso, vivem uma existência «solitária», fechados em um monólogo perpétuo consigo mesmos. O risco é sempre o mesmo: viver cada dia mais surdos a todo chamado que possa transformar radicalmente sua vida.

Talvez, uma das tarefas mais importantes da Igreja seja hoje criar espaços e facilitar experiências onde as pessoas possam escutar de modo simples, transparente e alegre o convite de Deus à Vida.

ONDE BUSCAR A FELICIDADE

Onde os homens de hoje buscam a felicidade?
A que portas batem buscando salvação?

Para a grande maioria a felicidade está em ter mais, comprar mais, possuir mais coisas e mais segurança. «Acumular, acumular: nisto consiste a lei e os profetas» (disse Karl Marx, filósofo alemão).

Outros buscam o prazer imediato e individualista: sexo, droga, diversão, jantares de final de semana. Há de se fugir dos problemas; refugiar-se no prazer do presente.

Há quem se entregue ao cuidado do corpo. É importante, para essas pessoas, manter-se em forma; ser jovem; não envelhecer nunca.

São muitas as ofertas de salvação em nossa sociedade. Porém, são ofertas parciais, redutoras, que não proporcionam tudo o que o homem está buscando. O homem segue insatisfeito. E o convite de Deus continua ressoando. Seu convite temos de perceber não à margem, mas em meio as insatisfações, alegrias, lutas e incertezas de nossa vida.
[...]
Os homens continuarão sendo uns eternos buscadores de orientação, felicidade, plenitude, verdade, amor. Os homens continuarão buscando, de alguma maneira, o Absoluto. Por isso, em meio a nossa vida, às vezes tão louca e superficial, em meio a nossa busca vã de felicidade total, estejamos alertas e vejamos se não estamos deixando de ouvir um convite que, talvez, outros homens e mulheres simples e pobres estão escutando com alegria «nas encruzilhadas dos caminhos» deste mundo nosso tão paradoxal.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fonte: Sopelako San Pedro Apostol Parrokia – Sopelana – Bizkaia (Espanha) – J. A. Pagola – Ciclo A (Homilías) – Internet: clique aqui.

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