«Em terra de Maria-vai-com-as-outras cada um sabe, ou deveria saber, onde sua inteligência o acompanha ou o abandona.»

(Henrique Musashi [44 anos] – poeta e artista cearense)

Quem sou eu

Jales, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Apelo do Papa aos bispos

“Não ao clericalismo e a mundos ideais que não
tocam a vida de ninguém”

Redação

“Se o pastor se dispersa, também as ovelhas se dispersarão e ficarão à
mercê de qualquer lobo. Irmãos, a paternidade do bispo com os seus
sacerdotes, com o seu presbitério!”
PAPA FRANCISCO
Dirige sua palavra aos bispos do Chile na sacristia da Catedral, em Santiago.
Terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Após o encontro com os sacerdotes e consagrados, nesta terça-feira (16/01), o Papa Francisco encontrou-se com os bispos do Chile na Sacristia da Catedral, em Santiago.

O Pontífice agradeceu as palavras a ele dirigidas pelo Presidente da Conferência Episcopal Chilena, Dom Santiago Silva Retamales, e a seguir, saudou Dom Benardino Piñera Carvallo, que celebra, este ano, sessenta anos de episcopado. «É o bispo mais idoso do mundo, tanto na idade como nos anos de episcopado e viveu quatro sessões do Concílio Vaticano II. Maravilhosa memória vivente», disse Francisco.

O Papa recordou em seu discurso que, em breve, irá completar um ano da visita ad limina dos bispos chilenos ao Vaticano.

«Agora coube a mim visitá-los e fico feliz por este encontro acontecer logo depois do encontro com o “mundo consagrado”, pois uma de nossas tarefas principais consiste precisamente em estar perto de nossas pessoas consagradas, dos nossos sacerdotes

«Se o pastor se dispersa, também as ovelhas se dispersarão e ficarão à mercê de qualquer lobo. Irmãos, a paternidade do bispo com os seus sacerdotes, com o seu presbitério!»

«Uma paternidade que não é paternalismo nem abuso de autoridade. Eis um dom que vocês devem pedir: estar perto de seus padres, com o estilo de São José. Uma paternidade que ajuda a crescer e a desenvolver os carismas que o Espírito quis derramar em seus respectivos presbitérios

A consciência de ser povo

O Papa retomou alguns pontos do encontro realizado em Roma, resumindo-os na frase: «a consciência de ser povo».

«Um dos problemas, que enfrentam atualmente as nossas sociedades, é o sentimento de orfandade, ou seja, sentir que não pertencem a ninguém. Este sentir “pós-moderno” pode penetrar em nós e no nosso clero; então começamos a pensar que não pertencemos a ninguém, esquecemo-nos de que somos parte do santo povo fiel de Deus e que a Igreja não é, e nunca será, uma elite de pessoas consagradas, sacerdotes ou bispos

«Não poderemos sustentar a nossa vida, a nossa vocação ou ministério, sem esta consciência de ser povo
Fiéis católicas protestam, à porta da Catedral de Santiago (Chile), contra a nomeação de
Dom Juan Barros como bispo diocesano de Osorno devido suas ligações com
o Pe. Karadima acusado de pedofilia
Santiado (Chile), 16 de janeiro de 2018

Esquecermo-nos disso – como afirmei à Comissão para a América Latina – «comporta vários riscos e deformações na nossa experiência, quer pessoal quer comunitária, do ministério que a Igreja nos confiou».

«A falta de consciência de pertencer ao Povo de Deus como servidores, e não como patrões, pode-nos levar a uma das tentações que mais danifica o dinamismo missionário, que somos chamados a promover: o clericalismo, que é uma caricatura da vocação recebida

Segundo o Papa, «a falta de consciência do fato que a missão é de toda a Igreja, e não do padre ou do bispo, limita o horizonte e – o que é pior – reduz todas as iniciativas que o Espírito pode suscitar no meio de nós. Digamos claramente: os leigos não são os nossos servos, nem os nossos empregados. Não precisam repetir, como “papagaios”, o que dizemos

«O clericalismo longe de dar impulso às diferentes contribuições e propostas, apaga pouco a pouco o fogo profético do qual a Igreja inteira é chamada a dar testemunho no coração de seus povos. O clericalismo esquece que a visibilidade e a sacramentalidade da Igreja pertencem a todo o povo de Deus e não só a poucos eleitos e iluminados».

Francisco convidou a vigiar «contra esta tentação, especialmente nos SEMINÁRIOS e em todo o PROCESSO DE FORMAÇÃO. Os seminários devem pôr o acento no fato de que os futuros sacerdotes sejam capazes de servir o santo povo fiel de Deus, reconhecendo a diversidade de culturas e renunciando à tentação de toda forma de clericalismo».

«O sacerdote é ministro de Jesus Cristo, o protagonista que Se torna presente em todo o povo de Deus. Os sacerdotes de amanhã devem formar-se olhando para o amanhã: o seu ministério se realizará num mundo secularizado, e isso exige, de nós pastores, discernir como prepará-los para realizar a sua missão nesse cenário concreto e não em nossos “mundos ou situações ideais”».

«Uma missão que se realiza em união fraterna com todo o povo de Deus. Lado a lado, impelindo e incentivando o laicato num clima de DISCERNIMENTO e SINODALIDADE, duas características essenciais do sacerdote de amanhã».

«Não ao clericalismo e a mundos ideais, que só entram nos nossos esquemas, mas que não tocam a vida de ninguém.»

O Papa convidou a «rezar, pedir ao Espírito Santo o dom de sonhar e trabalhar por uma opção missionária e profética que seja capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um instrumento mais adequado para a evangelização do Chile do que para uma autopreservação eclesiástica».

«Não tenhamos medo de nos despojar daquilo que nos afasta do mandato missionário», concluiu o Pontífice.

Fonte: Vatican News – Terça-feira, 16 de janeiro de 2018 – 22h45 (Horário Centro Europeu) – Internet: clique aqui.

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