«Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela.»

(Albert Einstein [1879-1955] – físico teórico alemão, um dos mais ilustres cientistas do mundo)

Quem sou eu

Jales, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

sábado, 16 de junho de 2018

11º Domingo do Tempo Comum – Ano B – Homilia

Evangelho: Marcos 4,26-34

Naquele tempo:
26 Jesus disse à multidão: «O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra.
27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou».
30 E Jesus continuou: «Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?
31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra.
32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra».
33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender.
34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

JOSÉ ANTONIO PAGOLA


O REINO NÃO DEPENDE SÓ DE NOSSO TRABALHO

Poucas parábolas podem provocar maior rejeição em nossa cultura do rendimento, da produtividade e da eficácia como esta pequena parábola em que Jesus compara o Reino de Deus com esse misterioso crescimento da semente, que produz sem a intervenção do semeador.

Esta parábola, tão esquecida hoje, ressalta o contraste entre a espera paciente do semeador e o crescimento irresistível da semente. Enquanto o semeador dorme, a semente vai germinando e crescendo «por si mesma», sem a intervenção do agricultor e «sem que ele saiba como».

Acostumados a valorizar, quase exclusivamente, a eficácia do trabalho e o rendimento das pessoas, esquecemos que o Evangelho fala de fecundidade, não de esforço, pois Jesus entende que a lei fundamental do crescimento humano não é o trabalho, mas a acolhida da graça que vamos recebendo de Deus.

A sociedade atual empurra-nos com tão força para o trabalho, a atividade e o rendimento, que não mais percebemos até que ponto se empobrece a vida quando tudo se reduz a atuar de maneira eficiente e obter o máximo de rendimento em nossa atividade.

De fato, a «lógica da eficácia» está levando o homem contemporâneo a uma existência tensa e agoniada, a uma deterioração crescente de suas relações com o mundo e as pessoas, a um esvaziamento interior e a essa «síndrome de imanência» (Rovira Belloso – teólogo catalão) onde Deus desaparece, pouco a pouco, do horizonte da pessoa.

Porém, a vida não é somente trabalho eficaz e produtividade, mas presente de Deus que se deve acolher e desfrutar com coração agradecido. Além daquilo que é útil ou rentável, o homem, para ser humano, necessita aprender a estar na vida, não só a partir de uma atitude produtiva, mas a partir de uma atitude contemplativa. A vida se transforma e adquire uma dimensão nova e mais profunda quando a pessoa aceita viver a experiência do amor gratuito, criativo e dinamizador de Deus.

O ser humano de hoje necessita educar-se para a contemplação; aprender a viver mais atento a tudo o que há de dom na existência; despertar em seu interior o agradecimento e o louvor; libertar-se da pesada «lógica da eficácia» e abrir em sua vida espaços para o gratuito.

Temos de aprender a agradecer a tantas pessoas que alegram nossa vida e não passar ao largo de tantas paisagens feitas somente para ser contempladas. Somente saboreia a vida como graça aquele que se deixa querer, aquele que se deixa surpreender pelo bem de cada dia, aquele que se deixa agraciar, bendizer e perdoar por Deus.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fonte: Sopelako San Pedro Apostol Parrokia – Sopelana – Bizkaia (Espanha) – J. A. Pagola – Ciclo B – Internet: clique aqui.

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